Nossa Seguros BFA SB FIB BANCO BAI
Dom, 18 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Infra-estruturas sem qualidade: o preço que Angola continua a pagar 50 anos depois

Jornal OPaíspor Jornal OPaís
16 de Fevereiro, 2026
Em Opinião
Infra-estruturas sem qualidade: o preço que Angola continua a pagar 50 anos depois

É consensual, tanto no plano académico como na experiência quotidiana dos cidadãos, que as vias de comunicação constituem um factor estruturante do desenvolvimento económico, social e territorial de qualquer país. Desde cedo aprendemos na escola que estradas não são apenas infra-estruturas físicas, mas instrumentos essenciais de integração nacional, regional, dinamização económica e mobilidade social.

Em Angola, é justo reconhecer que, ao longo dos últimos anos, o Estado tem envidado esforços significativos no domínio da reabilitação e expansão da rede rodoviária nacional. Existem hoje mais estradas do que no passado, ligando províncias, municípios e comunas que antes se encontravam isolados. Esse esforço, por si só, merece reconhecimento institucional. Contudo, a quantidade não pode continuar a sobrepor-se à qualidade. Não escrevo estas linhas na qualidade de engenheiro ou técnico de obras públicas, mas como cidadão atento, académico e jovem empreendedor, que percorre o país e se preocupa com o futuro sustentável de Angola.

A observação directa das nossas estradas, sobretudo fora dos grandes centros urbanos, revela uma realidade preocupante: vias recentemente reabilitadas que rapidamente se degradam, ausência de manutenção contínua e corredores estratégicos em estado que compromete seriamente a circulação segura de pessoas e mercadorias. O contraste torna-se ainda mais evidente quando se atravessam as nossas fronteiras.

A título de exemplo, a ligação rodoviária entre o Lubango e Namíbia, passando pela Santa Clara, expõe, de forma clara, a diferença entre Angola e a vizinha Namíbia. Bastam poucos quilómetros para se perceber que, do lado namibiano, a estrada oferece melhores condições de circulação, maior durabilidade e segurança. E isto num país com menores recursos financeiros e menos tempo de independência do que Angola. Esta comparação não pretende desvalorizar o esforço nacional, mas antes provocar reflexão.

Se países vizinhos, com realidades económicas mais modestas, conseguem garantir estradas de melhor qualidade, então o problema em Angola não reside apenas na falta de recursos, mas também em questões de planeamento, fiscalização, execução técnica e responsabilização. Ao celebrarmos 50 anos de Independência e mais de duas décadas de paz, seria estratégico que Angola apresentasse, pelo menos, corredores rodoviários internacionais em condições exemplares.

Estradas bem construídas e mantidas são determinantes para atrair investidores, facilitar o turismo, reduzir custos logísticos e permitir o escoamento eficiente da produção nacional, sobretudo agrícola, para os grandes centros urbanos e para os mercados regionais da SADC. Estradas degradadas não atrasam apenas viagens; atrasam o desenvolvimento, aumentam os custos de vida, comprometem a competitividade da economia e colocam em risco vidas humanas.

É tempo de Angola passar de uma política centrada na inauguração de obras para uma política orientada pela qualidade, durabilidade e manutenção das infra-estruturas. O país não precisa apenas de mais quilómetros de estrada, mas de estradas que resistam ao tempo, ao clima e ao uso intensivo, servindo verdadeiramente o interesse público. Investir bem nas estradas é investir no futuro de Angola. E o futuro exige não apenas vontade política, mas também rigor técnico, transparência e visão estratégica de longo prazo.

POR: KATEVE BAMBI

Relacionados - Publicações

A competência de quem nos contraria

A competência de quem nos contraria

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Imaginemos...

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Em...

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Na...

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

O...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Ainda não é um adeus, camaradas!

por Dani Costa
16 de Outubro, 2026

Cerca...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Um só povo, uma só Nação

por Dani Costa
15 de Outubro, 2026

O...

Carregar Mais
Publicidade

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Polícia trava desvio de 10 toneladas de fertilizantes no Porto do Lobito

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Naufrágio de barco com 305 imigrantes deixa 139 mortos ao largo de Djibuti

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • MINSA disponibiliza 120 vagas de licenciatura para profissionais de saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Celso Rosas considera Corredor do Lobito como aposta estratégica para transformar Angola num centro logístico da África Austral

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

A competência de quem nos contraria

A competência de quem nos contraria

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Imaginemos...

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Em...

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Na...

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

O...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Ainda não é um adeus, camaradas!

por Dani Costa
16 de Outubro, 2026

Cerca...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Um só povo, uma só Nação

por Dani Costa
15 de Outubro, 2026

O...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Curto-circuito provoca 15 incêndios nas últimas 72 horas em Luanda

Curto-circuito provoca 15 incêndios nas últimas 72 horas em Luanda

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM