BFA AIMC BFA SB SB FIB BANCO BAI
Sex, 30 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

A justiça que se julga acima da lei

Jornal OPaísPor Jornal OPaís
31 de Outubro, 2025
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 3 mins de leitura
A justiça que se julga acima da lei

A justiça é uma das mais nobres expressões do Estado. No entanto, quando operadores como advogados e magistrados se deixam dominar pela arrogância, ela perde o brilho e o respeito que deveria inspirar. O que deveria ser um exercício de sabedoria, conhecimento, empatia e serviço público, unidos pela justiça, transforma-se, muitas vezes, num palco de vaidade e superioridade.

A Constituição da República de Angola (CRA), no seu artigo 174.º, estabelece que os tribunais são órgãos de soberania com competência para administrar a justiça em nome do povo, devendo actuar com independência, imparcialidade e obediência à Constituição e à lei.

No entanto, é legítimo questionar se todos os que vestem a toga ou empunham a caneta do direito têm agido com a humildade e o sentido de missão que o cargo exige. “O sentido de missão” É importante referir que o sentido de missão é justamente o propósito ou encargo específico dado a uma pessoa ou organização, que vai definir o motivo da sua existência e essa força motriz deveria guiar o seu juramento.

Em muitos tribunais assiste-se a atitudes que desonram o verdadeiro espírito da justiça. Há magistrados que confundem autoridade com autoritarismo, e advogados que trocam a defesa do direito pela exibição de vaidade. A arrogância torna-se um escudo que distancia o profissional da sua função essencial, servir o cidadão e garantir que a lei seja aplicada com equidade.

A CRA, no artigo 2.º, consagra Angola como um Estado Democrático de Direito, baseado no respeito e na supremacia da Constituição e da lei. Esse princípio exige dos operadores judiciários uma postura ética exemplar.

A toga e a beca não são símbolos de poder, mas de responsabilidade. Ser advogado ou magistrado é exercer um serviço público e o serviço público não combina com soberba, mas com humildade, sabedoria e humanidade. É triste quando um advogado trata o cidadão com desprezo, e esquece que o seu primeiro dever é defender.

É lamentável quando um juiz se mostra inatingível, confundindo respeito institucional com medo. A arrogância mina a confiança, corrói o prestígio das instituições e descredibiliza o sistema judicial. A justiça não se constrói com prepotência, mas com carácter.

O cidadão comum, que procura os tribunais em busca de amparo, não quer encontrar rostos altivos nem palavras humilhantes quer encontrar humanidade, escuta e equilíbrio.

O verdadeiro poder da justiça está na sua capacidade de servir com dignidade e não de dominar com soberba. Angola precisa de uma justiça mais próxima do povo, onde o conhecimento jurídico não seja usado como arma de intimidação, mas como ferramenta de transformação.

A arrogância é o maior inimigo da sabedoria, e não há justiça possível onde o ego fala mais alto que a consciência. O artigo 29.º da CRA consagra o direito à igualdade e ao tratamento digno perante a lei.

Que este princípio volte a ser o espelho de cada tribunal e de cada escritório de advogados. O respeito não nasce do cargo, nasce da conduta. É esta conduta ética, humana e equilibrada que a sociedade angolana hoje espera dos seus advogados e magistrados. O perigo da arrogância e o esquecimento do dever de servir

JUSTIÇA PELA JUSTIÇA…

Por: YONA SOARES

Advogada

Relacionados - Artigos

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Haja paciência, FNLA!

30 de Outubro, 2026
O asfalto que une: mobilidade e dignidade no Namibe

O asfalto que une: mobilidade e dignidade no Namibe

29 de Outubro, 2026
É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Está tudo SIMPLIFICADO!

29 de Outubro, 2026
O fim da “escola-fábrica”: por um contínuo pedagógico e inclusivo em Angola

O fim da “escola-fábrica”: por um contínuo pedagógico e inclusivo em Angola

28 de Outubro, 2026
Fotografia como ferramenta de construção identitária dos luandenses

Fotografia como ferramenta de construção identitária dos luandenses

28 de Outubro, 2026
É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Só lista negra não basta

28 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • Mais de 50 mil enfermeiros estão inseridos no Sistema Nacional de Saúde

    Mais de 92 mil candidatos obtêm nota positiva no concurso público da Saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Executivo propõe aumento salarial de 10% para a Função Pública em 2027

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Especialistas defendem inclusão das comunidades na governação da água

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Angola conta com 316 gestores de saúde formados pelo programa de MBA

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Artigos

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Haja paciência, FNLA!

Por Jornal OPaís
30 de Outubro, 2026

...

O asfalto que une: mobilidade e dignidade no Namibe

O asfalto que une: mobilidade e dignidade no Namibe

Por Jornal OPaís
29 de Outubro, 2026

...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Está tudo SIMPLIFICADO!

Por Dani Costa
29 de Outubro, 2026

...

O fim da “escola-fábrica”: por um contínuo pedagógico e inclusivo em Angola

O fim da “escola-fábrica”: por um contínuo pedagógico e inclusivo em Angola

Por Jornal OPaís
28 de Outubro, 2026

...

Fotografia como ferramenta de construção identitária dos luandenses

Fotografia como ferramenta de construção identitária dos luandenses

Por Jornal OPaís
28 de Outubro, 2026

...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Só lista negra não basta

Por Dani Costa
28 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Apreendidas nove armas de fogo e detidos mais de cem suspeitos

A prostituição um grito de sobrevivência no Lubango-Parte II

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.