Nossa Seguros BFA SB SB FIB BANCO BAI
Ter, 20 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Vandalismo – O desfile da pobreza da educação

Jornal OPaíspor Jornal OPaís
31 de Julho, 2025
Em Opinião
Vandalismo – O desfile da pobreza da educação

Os males mais terríveis e perigosos do ser humano são aqueles que se instalam na sua consciência. Quando esta faculdade — a consciência — é acometida, o ser humano perde a noção e o discernimento entre o “bem” e o “mal”.

O discernimento é a capacidade que assegura a boa conduta e o bom comportamento das pessoas, pois, diante de qualquer situação de conflito de valores, permite ao indivíduo julgar o que é adequado, conveniente e caridoso, e distinguir do que é inadequado, inconveniente e desumano.

A consciência é, por isso mesmo, o campo mais sensível do ser humano: dela provêm as melhores virtudes, mas também as piores barbaridades. Entre as condições que debilitam e tornam vulnerável a saúde da consciência, as mais violentas são: a fome, a pobreza, a miséria, a injustiça social, a repressão e a ausência de orientação.

Indivíduos imersos nestas condições estão mais propensos a comportamentos desviantes, ao cometimento de crimes e a actos desumanos. Por isso, combater a pobreza e a miséria, fomentar a justiça social e orientar adequadamente os cidadãos são medidas salutares para a saúde da consciência e o bem-estar social.

Cultivar, conservar, potenciar e cuidar da saúde da consciência deve ser prioridade de cada indivíduo — e do Estado. Negligenciar a saúde da consciência dos indivíduos é criar um viveiro de comportamentos como os que estamos a assistir pelo país nos últimos dias: vandalização, saqueamento de bens públicos e privados, roubos, violência, confrontos entre a polícia e as populações — tudo isso representa, ao mais alto nível, um desfile da pobreza e da miséria na consciência dos indivíduos.

Onde está, afinal, o problema? O professor Laurindo Vieira, de feliz memória, nas suas intervenções públicas, chamava a atenção para a “finalidade axiológica da educação”.

Defendia o ilustre académico que a educação tem como objectivo primordial “formar bons cidadãos para a sociedade”. Compreendia, igualmente, que, no nosso contexto, havia muitos desafios, pois não lhe parecia existir clareza suficiente sobre os fins que persegue a educação promovida pelo Estado.

Aquando da nossa formação como Professores de Educação Moral e Cívica e Agentes da Pastoral, pelo ICRA — Regional do Huambo — o apelo que os nossos professores faziam era: “reacender a chama da voz da consciência dos indivíduos por meio da educação”.

Entendia-se que esta instância moral arbitrária era o travão necessário para a tendência comportamental decadente visível na sociedade angolana. Naquele contexto, e estando em voga a campanha nacional denominada “Resgate”, a nossa missão era a de sermos os médicos da “voz da consciência”.

Aliado a isso, em Organização e Gestão Escolar, aprendemos a relação tricotómica entre Estado – Escola (Educação) – Sociedade. Nesta relação, o Estado é o ente determinante e impulsionador dos outros; ou seja, o tipo de educação (escola) depende do tipo de cidadãos (pessoas) que o Estado (governo) quer formar para a sociedade. Em outras palavras, os cidadãos são reflexo das políticas educativas do seu governo.

Por que este assunto da educação neste tema sobre vandalismo e pilhagem?

A educação é o hospital para a prevenção, tratamento e cura da consciência. Quer seja a que se processa nas famílias, na sociedade ou nas escolas — formal ou informal — a educação, com as suas distintas componentes, é a única capaz de equipar os indivíduos com o discernimento necessário entre o bem e o mal.

Como estão os nossos hospitais educativos?

O quadro angolano, neste quesito, não é fácil de ser descrito, pois, tal como dizia o Professor Laurindo Vieira, não parece haver clareza sobre o que representa, de facto, a educação em Angola — sobretudo no que diz respeito aos fins axiológicos.

Quando, no Orçamento Geral do Estado, se prioriza a defesa e segurança em detrimento da educação, essa falta de entendimento torna-se ainda mais evidente. Neste triste cenário, a defesa e a segurança revelaram-se ineficientes diante de um problema de base educativa.

Os episódios de vandalismo e pilhagem foram protagonizados por crianças, adolescentes e adultos — todos eles, de forma directa ou indirecta, frutos da educação que o Estado promove (ou não) por via da escola, das famílias, das instituições públicas, dos órgãos de comunicação, televisão, rádios, organizações nãogovernamentais e redes sociais.

A educação tem falhado nos seus objectivos axiológicos, e o comportamento dos cidadãos no diaa-dia — amplamente demonstrado nestes episódios violentos — denuncia essa falha. Urge repensar a educação dos angolanos, mas, acima de tudo, os valores adoptados para a construção da sociedade angolana.

É preciso cantar e tocar o hino das virtudes alto e em bom som, tal como se tocam os sucessos das músicas populares. É preciso cuidar da saúde da consciência dos cidadãos, tal como se cuida da saúde dos governantes.

É preciso uma educação que não signifique apenas a construção de salas de aulas. Só a educação reverterá quadros tristes como estes, que afugentam a necessária aproximação de parceiros internacionais.

Portanto, a civilidade dos cidadãos depende muito do civismo do governo. Na Noruega, não se registam manifestações que desembocam em actos de vandalismo e pilhagem como os que aqui ocorrem.

Eles não são mais humanos — apenas compreenderam que a educação resolve o problema da consciência, da qual depende a convivência pacífica, a estabilidade, a harmonia social e o desenvolvimento humano. Mais educação de qualidade, menos armas!

Por: ESTEVÃO CHILALA CASSOMA

Relacionados - Publicações

IRPS em Angola: entre a justiça fiscal e o peso no bolso dos cidadãos

IRPS em Angola: entre a justiça fiscal e o peso no bolso dos cidadãos

20 de Outubro, 2026
Para mim, pode ser apenas arroz de atum

A fronteira entre a frontalidade e o respeito

20 de Outubro, 2026
É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… A luta agridoce pelas autarquias

20 de Outubro, 2026
É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Ainda não é um adeus, camaradas!

19 de Outubro, 2026
A competência de quem nos contraria

A competência de quem nos contraria

16 de Outubro, 2026
A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

16 de Outubro, 2026
Carregar Mais
Publicidade

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Luanda acolhe formação sobre normatização electrotécnica

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Ucrânia acusa Rússia de atacar instalações energéticas no Norte do país

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • MINSA disponibiliza 120 vagas de licenciatura para profissionais de saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

IRPS em Angola: entre a justiça fiscal e o peso no bolso dos cidadãos

IRPS em Angola: entre a justiça fiscal e o peso no bolso dos cidadãos

por Jornal OPaís
20 de Outubro, 2026

...

Para mim, pode ser apenas arroz de atum

A fronteira entre a frontalidade e o respeito

por Jornal OPaís
20 de Outubro, 2026

...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… A luta agridoce pelas autarquias

por Dani Costa
20 de Outubro, 2026

...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Ainda não é um adeus, camaradas!

por Dani Costa
19 de Outubro, 2026

...

A competência de quem nos contraria

A competência de quem nos contraria

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

...

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Actos de vandalismo em Luanda: 1.° de Agosto manifesta consternação pela morte do fotógrafo do clube Afonso Rodrigues

Actos de vandalismo em Luanda: 1.° de Agosto manifesta consternação pela morte do fotógrafo do clube Afonso Rodrigues

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM