BFA AIMC BFA SB SB FIB BANCO BAI
Sex, 23 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Da Negritude à Poética – Discursiva Pluralista Netiana

Jornal Opaispor Jornal Opais
22 de Setembro, 2023
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 3 mins de leitura
Da Negritude à Poética – Discursiva Pluralista Netiana

Com as devidas objecções que possam advir, pois que, consubstancia-se em uma comunicação inacabada, tendo em conta as diferentes leituras interpretativas que entendemos que devem ser sustentadas pela racionalidade e coerência argumentativa por conta do valor semântico e referencial tanto da representatividade da negritude como da poética netiana no geoimaginário dos diferentes agentes sociais, portanto, a presente abordagem da negritude à poética pluralista netiana apresenta-se como um mecanismo de ruptura, em que não se nega a influência da negritude enquanto movimento, todavia, entende-se que a poética netiana se distancia da matriz filosófica dos modus operandi da negritude.

Aproveitamos fundamentar que a pretensão da presente abordagem não se estende em percorrer sobre a vida obra de Agostinho Neto nem dos principais expoentes da negritude e aos conceitos.

Por ora, pensamos ser funcional realçar que historicamente, a palavra negritude está fortemente ligada à ideologia Senghoriana, aos escritores como Aimé Césaire e o Leo Damas que, por sinal, são os maiores símbolos do referido movimento que floresceu nos anos 30, em Paris.

Assim sendo, a nossa abordagem funda-se também como veículo dialogista entre a doutrina negrutidista que se sustenta, substancialmente, pelas aspirações que os moveu enquanto filosofia de contravalor e, sobretudo, racial e, por sua vez, poética pluralista netiana encara a negritude como retrocesso no sentido em que os escritores intelectuais da África oprimida deviam apostar no discurso da contra-argumentação.

Isto é, na luta de classe e não a epidérmica. A poética netiana perspectiva um futuro irracial, visto que vários escritores de raça branca aliaram-se incansavelmente à luta dos oprimidos, inclusive cumpriram anos de cadeia.

Por está razão, transcrevemos o pensamento de Agostinho Neto (2010:177) quando afirma que: “A preocupação de África de fazer da luta de libertação uma luta racial, não é só epidérmica, mas podemos dizer reacionária e essa tese não tem futuro”.

A poética netiana é um abandono a negritude, enquanto movimento que se alimenta de lutas rácicas, à medida que combate rigorosamente o colonialismo vigente em Angola.

No presente poema, “Eu-Mistério” o poeta expresso claramente que a independência era uma questão de tempo “Perto e longe/continuam massacrando-me a carne/ sempre viva e crente/ no raiar dum dia que há séculos espero” (Renúncia Impossível,2009:141).

O sujeito poético adopta um caminho inverso, como também abraça valores do marxismo, denuncia a desigualdade e recorre a filosofia de justeza social por via da sua poética.

A título de exemplo, o trecho do poema, Sábado nos musseques: “os musseques são bairros humildes/ de gente humilde/vem o sábado/ e logo ali se confunde com a própria vida/transformada em desespero/em esperança/e mística ansiedade/na lua cheia acesa/ em vez de candeeiros de iluminação pública/ que pobreza e luar casam bem(…)/e implacavelmente vai desfraldando/heroicas bandeiras/ nas almas escravizadas/” (Sagrada Esperança,2009:51).

Não pretendemos, em momento algum, descartar a influência ideológica da negritude na poética netiana. Pois que, tanto para Senghor como para Neto, a cultura é ponto vital de toda esteira etnolinguística que fundamenta a existencialidade dos povos.

A netiana concilia a questão racial ao pragmatismo da luta contra o colonialismo. Por ora, Neto não olha para o negro, enquanto raça, sim como homem descriminado e relegado ao plano sociológico das segregação e exclusão.

Assim sendo, servimo-nos do trecho do poema “Velho negro”: “Vendido/e transportado nas galeras/ vergastado pelos homens/ linchado nas grandes cidades/até ao último tostão/humilhado até ao pó/sempre vencido” (Sagrada Esperança,2009:57).

Nem mesmo em 1957, quando se encontrava preso, na cadeia da PIDE do Porto, olhou para escrita como meio racial. Como exemplo, no poema “Dois anos de distância”, expôs simplesmente os caminhos que o separava da amada e os desejos de um povo livre: “Saudades-dizes na carta de ontem quando nos veremos/ breve ou tarde (…) humanamente entre o sonho e o desejo (…)/ cresce com mais justiça ainda/ a ânsia de sermos com os nossos povos/ hoje sempre e cada vez mais/ livres, livres, livres”(Sagrada Esperança, 2009:113).

 

Por: HAMILTON ARTES 

Relacionados - Publicações

A juventude tem voz. Mas tem poder de decisão?

A juventude tem voz. Mas tem poder de decisão?

23 de Outubro, 2026
A luz e o calor da credibilidade: notas sobre a segurança regional a partir de Lusaka

A luz e o calor da credibilidade: notas sobre a segurança regional a partir de Lusaka

23 de Outubro, 2026
Quem paga a luz quando a ENDE deixar de a vender sozinha?

Quem paga a luz quando a ENDE deixar de a vender sozinha?

22 de Outubro, 2026
Coordenação: o elo que transforma planeamento em resultados

Coordenação: o elo que transforma planeamento em resultados

22 de Outubro, 2026
Será que as exigências comunicativas da candonga estão a transformar a voz das mulheres lotadoras e cobradoras de táxi?

Será que as exigências comunicativas da candonga estão a transformar a voz das mulheres lotadoras e cobradoras de táxi?

22 de Outubro, 2026
É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… O exemplo de Angola e a Bienal que se abre

22 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • FIFA sanciona Federação Angolana de Futebol por incumprimento de decisão disciplinar sobre o 1.º de Agosto

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Luanda acolhe formação sobre normatização electrotécnica

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Ucrânia acusa Rússia de atacar instalações energéticas no Norte do país

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

A juventude tem voz. Mas tem poder de decisão?

A juventude tem voz. Mas tem poder de decisão?

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

A luz e o calor da credibilidade: notas sobre a segurança regional a partir de Lusaka

A luz e o calor da credibilidade: notas sobre a segurança regional a partir de Lusaka

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Quem paga a luz quando a ENDE deixar de a vender sozinha?

Quem paga a luz quando a ENDE deixar de a vender sozinha?

por Jornal OPaís
22 de Outubro, 2026

...

Coordenação: o elo que transforma planeamento em resultados

Coordenação: o elo que transforma planeamento em resultados

por Jornal OPaís
22 de Outubro, 2026

...

Será que as exigências comunicativas da candonga estão a transformar a voz das mulheres lotadoras e cobradoras de táxi?

Será que as exigências comunicativas da candonga estão a transformar a voz das mulheres lotadoras e cobradoras de táxi?

por Jornal OPaís
22 de Outubro, 2026

...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… O exemplo de Angola e a Bienal que se abre

por Dani Costa
22 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Jornadas africanas da juventude: pra quando?

Jornadas africanas da juventude: pra quando?

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM