O II Simpósio Angolano de Neurofisiologia Clínica encerrou, nesta Sexta-feira, 30 de Outubro, em Luanda, com um apelo ao reforço da formação especializada, da capacidade técnica e dos meios necessários para melhorar o diagnóstico e o acompanhamento das doenças neurológicas em Angola.
O acto de encerramento foi presidido pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, em representação da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, que destacou a importância do encontro para o desenvolvimento das neurociências e o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.
Na ocasião, o governante considerou que a formação especializada em Neurofisiologia Clínica constitui um passo importante para a criação de competências nacionais numa área que ainda apresenta insuficiência de profissionais especializados e carece de um percurso formativo estruturado.
Carlos Alberto Pinto de Sousa destacou igualmente a cooperação entre o Instituto de Especialização em Saúde (IES), a Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP/PFRHS), a Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto e a Universidade Estadual de Campinas, no Brasil.
O secretário de Estado manifestou reconhecimento aos professores e especialistas brasileiros, em particular ao professor Fernando Cendes, bem como aos profissionais angolanos envolvidos na organização e realização do simpósio.
Defendeu, entretanto, que a cooperação internacional deve contribuir para a construção de capacidade institucional própria, permitindo que Angola forme novos especialistas e assegure progressivamente, com autonomia e qualidade, a formação e a prestação destes serviços.
Entre as prioridades para a consolidação da Neurofisiologia Clínica no País, apontou o reforço da capacitação dos profissionais, a disponibilidade de equipamentos e meios técnicos, a manutenção dos consumíveis necessários à realização dos exames e a criação de mecanismos de supervisão e controlo da qualidade.
Ao dirigir-se aos formandos, Carlos Alberto Pinto de Sousa apelou à aplicação prática dos conhecimentos adquiridos e à sua disseminação nas respectivas instituições, de modo a contribuírem para a melhoria dos serviços de saúde.
O encontro, que decorreu durante dois dias, reuniu profissionais angolanos e especialistas internacionais, com destaque para professores e investigadores brasileiros, e abordou os avanços científicos, tecnológicos e terapêuticos no diagnóstico e tratamento da epilepsia e das doenças neuromusculares.
Durante as sessões científicas, foram igualmente discutidas novas opções farmacológicas, técnicas de neuroimagem, electroencefalografia, electroneuromiografia e o recurso à inteligência artificial no apoio à interpretação dos exames.
Na sua intervenção, o governante reafirmou que a prioridade do Ministério da Saúde continua a ser o cidadão, defendendo que cada exame, diagnóstico e procedimento deve contribuir para uma assistência mais segura, atempada e de qualidade.







