Nossa Seguros BFA SB FIB BANCO BAI
Seg, 19 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

O Mundial 2026 e o espelho do futebol angolano

Jornal OPaíspor Jornal OPaís
10 de Julho, 2026
Em Opinião
A linguagem universal do futebol

Quando o árbitro apitar para o fim da final do Mundial FIFA 2026, o mundo conhecerá um novo campeão. As medalhas serão entregues, os estádios esvaziar-se-ão, as bandeiras regressarão a casa e os adeptos voltarão às suas rotinas. Mas haverá uma competição que não termina com o último apito, entre os países que aprenderam com este Mundial e aqueles que continuarão a cometer os mesmos erros.

É precisamente aí que Angola deve concentrar o seu olhar. Durante este perí odo, assistimos ao melhor que o futebol tem para oferecer. Vimos talento, or ganização, intensidade, disciplina e inovação. Mas, acima de tudo, vimos uma verdade que já não pode ser ignorada: no futebol moderno, o talento continua a abrir portas, mas é a organização que conquista títulos.

Durante muitos anos habituámos-nos a repetir que Angola é um país de grandes futebolistas, e não há exagero nessa afirmação. Das ruas de Luan da aos bairros de Benguela, do Huambo ao Lubango, a bola continua a ser o brinquedo preferido de milhares de crianças. O talento nasce com uma naturalidade admirável, faz parte da nossa cultura, da nossa alegria e da nossa forma de estar. Mas o Mundial mostrou-nos que o talento, por si só, já não chega.

O futebol mudou profundamente, as equipas vencedoras não dependem apenas da inspiração de uma estrela, mas sim de uma estrutura sólida, de uma identidade de jogo, de um projecto consistente e de uma organização que começa muito antes do jogo ter início. É essa a maior diferença entre sonhar e vencer. Ao longo desta competição temos visto selecções que, há poucos anos, eram consideradas secundárias desafiarem gigantes do futebol mundial sem qualquer complexo de inferioridade.

Entraram em campo para competir, não para resistir, jogando com coragem porque sabiam exactamente quem eram e o que pretendiam fazer. Nada disso nasceu por acaso. Por detrás de cada vitória existiram anos de investimento na formação, na qualificação dos treinadores, na ciência do desporto, na análise de desempenho, na preparação física e, sobretudo, na estabilidade das instituições.

Por cá, temos paixão, talento, adeptos e história. O que continua a faltar é transformar esse património numa verdadeira cultura de excelência. No nosso futebol ainda é frequente mudar de treinador ao primeiro mau resultado, alterar projectos antes de amadurecerem e acreditar que a solução chegará através de uma contratação ou de uma mudança de direcção. Mas o Mundial ensinou-nos que os campeões não aparecem de repente, são construídos ao longo de muitos anos. Outra das grandes lições deste Mundial foi o desaparecimento do individua lismo.

O futebol moderno tornou-se profundamente colectivo, onde o avançado é o primeiro a pressionar, o extremo ajuda a defender e o médio ocupa vários espaços durante o jogo. Até o guarda-redes participa na construção ofensiva. Essa cultura colectiva ainda precisa de ganhar força entre nós já que durante demasiado tempo valorizamos o drible mais do que a decisão certa, o brilho individual mais do que o comportamento táctico. No futebol contemporâneo, vence quem toma melhores decisões, não necessariamente quem executa os gestos mais espectaculares. Também a ciência entrou definitivamente em campo.

As grandes selecções monitorizam cada treino, cada corrida, cada aceleração e cada sinal de fadiga. Nutricionistas, psicólogos, analistas de desempenho, fisiologistas e especialistas em dados trabalham diariamente para oferecer aos treinadores a melhor informação possível. O futebol deixou de ser apenas um jogo, transformou-se numa indústria do conhecimento.

Os países que hoje dominam o futebol internacional compreenderam que as pessoas passam, mas os projectos devem permanecer. As mudanças de dirigentes não significam mudanças de identidade, os treinadores sucedem se, mas os princípios continuam. Precisamos de um projecto nacional para o futebol que sobreviva às eleições, às mudanças de direcção e aos resulta dos de curto prazo.

Precisamos de investir seriamente na formação de treinadores, no fortalecimento das academias, na modernização do Girabola e na criação de competições juvenis mais fortes.

Precisamos de proteger o talento antes de o exportar e de criar condições para que os nossos clubes sejam verdadeiras escolas de alto rendimento.

O Mundial também mostrou que o tamanho de um país já não determina a sua competitividade. O que faz a diferença é a qualidade das decisões toma das quando ninguém está a olhar, como fez Cabo Verde.

Por: Luís Caetano

Relacionados - Publicações

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Ainda não é um adeus, camaradas!

19 de Outubro, 2026
A competência de quem nos contraria

A competência de quem nos contraria

16 de Outubro, 2026
A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

16 de Outubro, 2026
“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

16 de Outubro, 2026
A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

16 de Outubro, 2026
É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Ainda não é um adeus, camaradas!

16 de Outubro, 2026
Carregar Mais
Publicidade

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Ucrânia acusa Rússia de atacar instalações energéticas no Norte do país

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • MINSA disponibiliza 120 vagas de licenciatura para profissionais de saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Polícia trava desvio de 10 toneladas de fertilizantes no Porto do Lobito

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Naufrágio de barco com 305 imigrantes deixa 139 mortos ao largo de Djibuti

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Ainda não é um adeus, camaradas!

por Dani Costa
19 de Outubro, 2026

...

A competência de quem nos contraria

A competência de quem nos contraria

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

...

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

...

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

...

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Ainda não é um adeus, camaradas!

por Dani Costa
16 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte

CEO do Banco Sol defende modelo de concessão de crédito assente na prudência

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM