RUI MALAQUIAS
Como já tem sido o “velho normal” sempre que é atribuído o Prémio Nobel da Economia é quase que imperativo que se desmitifique os trabalhos premiados, que são científicos, mas moldados e desenhados para mudar a vida de famílias e empresas reais. Dito de outra forma, nem faria sentido algum a utilização de tempo e todos outros recursos para investigar e formular teorias complexas, para o entendimento comum, e que de entre várias, foram distinguidas e premiadas.
Este ano, a 12 de Outubro de 2026, o Prémio Nobel da Economia de 2026 foi atribuído aos professores e investigadores americanos Robert Ernest Hall e Michael Woo dford, pelos seus contributos para percepção dos fundamentos microeconómicos da estabilização macroeconómica, no senti do de perceber como as decisões das famílias e das empresas permitem melhorar e amplificar os efeitos das políticas económicas em cenários de recessão, desemprego e inflação.
Robert Ernest Hall, nascido em 1943, em Palo Alto, na Califórnia, construiu a linha investigativa, analisando como as decisões das famílias afectam a economia. Formado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde concluiu o doutoramento em 1967. Actualmente, é professor emérito de Economia em Stanford, associado à Hoover Institution. Especialista em consumo, emprego, produtividade e flutuações económicas.
Foi presidente da American Economic Association Ao passo que Michael Woodford nasceu em 1955, em Chicopee, no estado americano de Massachu setts. Licenciado pela Universidade de Chicago, também estudou no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde concluiu o doutoramento em 1983.
Actualmente, é professor da Universidade Columbia, em Nova York. Especialista em teoria macroeconómica, política monetária, formação de expectativas e comunicação dos bancos centrais. No caso de Robert E Hall, o objectivo principal do seu trabalho foi de demonstrar como as famílias decidem consumir e poupar, tendo em atenção o rendimento presente, os recursos disponíveis e as expectativas de rendimento futuro.
Na prática, formulou uma hipótese teórica, empírica e metodológica que liga as escolhas individuais de consumo e poupança das famílias e empresas, às flutuações da procura e da economia.
A intenção de Hall é de melhorar a compreensão da resposta do consumo às alterações dos rendimentos, dos impostos, das transferências públicas e dos juros. Pretende ajudar a avaliar a capacidade das políticas públicas, na sustentação da procura agregada durante um período recessivo.







