LÍDIO CÂNDIDO “VALDY”
Hoje, 2 de Novembro, assinala-se o Dia dos Finados, também conhecido como Dia dos Fiéis Defuntos. É uma data de dicada à memória daqueles que partiram, um momento em que muitas famílias se deslocam aos cemitérios para visitar as campas, depositar flores, fazer orações e, sobretudo, recordar quem continua a ocupar um lugar especial nas suas vidas.
A tradição tem raízes antigas no cristianismo. Desde os primeiros séculos, os cristãos rezavam pelos seus mortos. No ano 998, Odilo, abade de Cluny, em França, determinou que os mosteiros sob a sua orientação dedicassem o dia 2 de Novembro à oração por todos os fiéis defuntos. Com o passar do tempo, a celebração espalhou-se pela Igreja e chegou até aos nossos dias.
Mas, para além da sua origem religiosa, esta data tem uma dimensão profundamente humana. Lembro-me de, em criança, a minha mãe nos levar ao cemitério para visitarmos a campa da minha avó. Uma avó que, infelizmente, não tivemos a oportunidade de conhecer em vida. Não guardo recordações de conversas, abraços ou momentos partilha dos com ela.
O que conhecia era aquilo que nos contavam, o lugar onde repousava e a importância que tinha na história da nossa família. A minha mãe levava-nos até lá, e aquele gesto, que talvez na altura não compreendêssemos inteira mente, foi uma das formas de nos apresentar alguém que não conhecemos pessoalmente, mas de quem também fazemos parte.
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