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A responsabilidade histórica de África perante os seus mortos-vivos fundamentais

Jornal OPaíspor Jornal OPaís
15 de Junho, 2026
Em Opinião
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Tempo de Leitura: 2 mins de leitura
A responsabilidade histórica de África perante os seus mortos-vivos fundamentais

“quando os nossos avós partiram para as lutas de libertação, muitos sabiam que talvez nunca mais regressassem às suas famílias. Sabiam que muitos deles poderiam tombar sem ver a independência ou desfrutar da liberdade pela qual combatiam e que profundamente desejavam. Ainda assim, lutaram.

Então, por que lutaram?” Foi com esta in quietação filosófica que o Profes sor Luís Kandjimbo (2025), filósofo e ensaísta angolano, interpelou os estudantes numa das sessões do módulo de Filosofia Africana. À primeira vista, a resposta parecia simples: lutaram pela independência.

Contudo, todos nós sabíamos que, quando o Profes sor Kandjimbo lançava essas provocações, o seu propósito era conduzir-nos para além da superfície dos acontecimentos, levando-nos a perscrutar os fundamentos mais profundos da questão.

Por isso, embora correcta, a respos ta permanecia circunscrita à dimensão mais visível do problema, pois captava apenas a manifestação política de uma realidade mais profunda. Na verdade, a independência constituiu apenas a expressão política de uma aspiração civilizacional mais ampla.

Segundo o Profes sor Luís Kandjimbo (2025), aqueles homens e mulheres não lutavam apenas para libertar os seus contemporâneos, mas também para abrir horizontes de possibilidade às gerações que ainda estavam por vir, permitindo que os seus filhos, netos e bisnetos habitassem uma África mais livre, mais justa e mais capaz de determinar o seu próprio destino histórico.

Leia mais em…

Por: CARLOS PIMENTEL LOPES

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