YONA SOARES
*Advogada | Especialidades: Gestão de Recursos Humanos, Sociedades Comerciais e Gestão de Empresas e de Negócios.
Em Angola, encontramos técnicos qualificados nas mais diversas áreas. Mecânicos, electricistas, engenheiros, juristas, contabilistas, médicos, informáticos e tantos outros profissionais demonstram diariamente capacidade para executar tarefas e resolver problemas, mesmo quando trabalham com recursos limitados.
Podemos afirmar que o angolano é arrojado, quando quer, encontra soluções e faz as coisas acontecerem. Mas, se temos talento e conhecimento técnico, por que razão tantas empresas públicas e privadas continuam a enfrentar dificuldades de produtividade, organização, controlo de custos e qualidade dos serviços? Uma parte da resposta pode estar na forma como gerimos as nossas organizações.
Um bom técnico nem sempre é um bom gestor. Saber executar uma tarefa com excelência não significa estar preparado para dirigir pessoas, administrar recursos e responder pelos resultados de uma empresa. Isso não significa, porém, que um técnico não possa tornar-se um bom gestor. Pode, desde que desenvolva as competências necessárias.
Um mecânico competente pode não saber administrar uma oficina; um jurista brilhante pode não estar preparado para dirigir uma empresa. O técnico concentra-se na execução; o gestor deve garantir que as pessoas, os recursos e os processos funcionam de forma coordenada para alcançar os objectivos definidos.
O problema surge quando promovemos o melhor profissional à chefia apenas pelo seu desempenho técnico, sem avaliar a sua capacidade de liderança e administração. Podemos perder um excelente técnico e ganhar um dirigente sem preparação suficiente para a nova função.







