MAGDALA AZULAY
*Assessora de Comunicação
Há tempos visualizei uma postagem natimeline de uma página numa rede social que dizia o seguinte: “As pessoas estão a ficar confortáveis demais sendo seres humanos horríveis”. E, por mais tris te que seja, este pensamento faz todo o sentido nos dias actuais. Este juízo vem acontecendo diante dos nossos olhos, em pequenos gestos do quotidiano, quer sejam eles em ambientes de âmbito pessoal, profissional ou social.
No pessoal, podemos exemplificar com um familiar que, de mo do gratuito, não celebra as vitórias e conquistas do parente, e que faz questão de verbalizar a sua acidez. No trabalho, exis te sempre um colega que sente prazer em humilhar o outro, au to-elevando a sua função laboral, sendo ambos do mesmo cargo – e atenção que as hierarquias não são desculpas para causar desconforto a outrem.
E, no social, podemos aqui citar os serviços de atendimento público, nos quais a grosseria parece ser um pré-requisito do currículo. Tento perceber em que momento a nossa sociedade passou a confundir a rispidez com autenticidade?! Frases do tipo: “Ah, não ligue a este jeito brusco do fulano, é que ele é mesmo assim” ou “Eu sou assim mesmo, e não vou mu dar”! De um momento para outro, entrou-se num acordo unânime de que a falta de educação representa personalidade forte e autêntica?! Alguém que me explique se tudo isto está mesmo normalizado.
A toxicidade humana tem ganhado força nas redes sociais, por meio de comentários horrendos e sem qualquer pingo de empatia. Está cada vez mais presente em postagens de perfis particulares e de páginas de fofoca.
Em 2004, quando fundou a rede social Facebook, que em Outubro de 2021 mudou a sua marca para Meta a fim de reflectir todos os produtos e serviços da sua família de apps, a ambição do presidente e CEO da Meta, Mark Zuckerberg, era criar uma relevante comunidade on-line para faculdades e que depois se tornou mundial.
O Facebook transformou Zucker berg num dos homens mais poderosos e ricos do mundo. Em conformidade com os Padrões da Comunidade Meta, todos os dias, as pessoas utilizam o Facebook, o Instagram, o Messenger e o Threads para partilhar as suas experiências, criar comunidades e estar em contacto com amigos e família. Os serviços permitem que mil milhões de pessoas se expressem ‘livremente’ em vários países e culturas e em dezenas de idiomas.







