A minha reflexão sobre a essência da diplomacia angola na impõe duas perguntas jus tas e necessárias: a nossa política externa ganhou com a integração de profissionais vindos de outras áreas, particularmente do jornalismo? A resposta, pautada pela experiência prática, é firmemente afirmativa. Quem é, afinal, diplomata?
A diplomacia angolana ganhou pluralidade, visão e capacidade de comunicação. O jornalismo e a diplomacia partilham, no fundo, a mesma matéria-prima: faculdade de ler a realidade, interpretar as estrelinhas e comunicar com clareza.
Ao transitarem para as missões diplomáticas, os profissionais da comunicação social levaram consigo a agilidade de quem sabe ouvir e a sensibilidade de quem entende o impacto de uma narrativa bem construída no xadrez internacional.
A presença e o trabalho técnico de jornalistas nas Embaixadas de Angola revelaram-se funda mentais para quebrar velhos paradigmas e redefinir a nossa comunicação institucional no exterior.
Colocados na linha da frente da representação externa, estes profissionais souberam utilizar o faro jornalístico e o domínio dos Media para descodificar a realida de angolana junto da comunida de internacional.
Transformaram gabinetes de imprensa em verdadeiros motores de influência e esclarecimento. Este contributo foi decisivo na edificação da nova postura que Angola conseguiu projectar além fronteiras.
Construíram uma imagem de modernidade, abertura jurídica e estabilidade. Um trabalho essencial para atrair investimento e angariar credibilidade. Ao traduzirem o potencial de Angola numa linguagem que o mundo compreende, os jornalistas-diplomatas ajudaram a consolidar uma marca nacional forte, demonstrando que a defesa dos interesses do Estado se faz também com a precisão da palavra escrita e com a inteligência mediática.
Escrevo com a legitimidade de quem dedicou 19 anos de vida em prol do Estado angolano, servindo orgulhosamente o país em Itália, Argentina e Espanha.
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Por: NAZARÉ VAN-DÚNEM







