Angola quer ser uma potência económica, mas ainda não aprendeu a valorizar uma das suas maiores ri quezas existentes no mundo “a qualidade do trabalho que entrega”.
Angola tem petróleo, diamantes, terras férteis, recursos minerais, uma localização estratégica e uma população cada vez mais jovem. Tem condições para produzir riqueza e assumir uma posição de liderança em África e no mundo.
Mas existe um problema que não se resolve com petróleo, investimentos ou grandes discursos: O trabalho que não fazemos. Somos, muitas vezes, mais rápidos a procurar quem faça por nós do que a fazer bem aqui lo que nos compete.
Queremos resultados, mas nem sempre queremos assumir a responsabilidade pelo processo que os produz. E isso começa nas pequenas coisas. Um cliente entra num estabelecimento e é recebido com indiferença.
Um cidadão procura um serviço público e é tratado como se estivesse a incomodar. Uma empresa demora dias para responder a uma solicitação simples.
Um funcionário recebe um pedi do e não dá seguimento. Uma equipa transfere constantemente a responsabilidade para outro departamento. Um profissional chega atrasado, não cumpre o combinado e, ainda assim, considera que fez a sua parte.
Não é apenas um problema de atendimento. É um problema de cultura profissional. Angolanos não tem cultura profissional. A qualidade de uma economia também se mede pela qualidade dos serviços que presta.
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Por: YONA SOARES







