BFA AIMC BFA SB SB FIB BANCO BAI
Dom, 25 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Viva o futebol!

Jornal OPaíspor Jornal OPaís
17 de Julho, 2026
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 4 mins de leitura
A linguagem universal do futebol

Há um privilégio que, muitas vezes, passa despercebido aos adeptos mais jovens: estamos a viver uma época extraordinária da história do futebol. Num espaço de poucos anos, temos o privilégio de assistir ao auge de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, dois dos maiores jogadores de todos os tempos, e agora vemos uma nova geração assumir o palco com a mesma ambição de deixar uma marca eterna. Kylian Mbappé, Jude Bellingham, Harry Kane, Lamine Yamal, Vinícius Júnior, Amad Diallo e tantos outros representam o presente e o futuro de uma modalidade que continua a reinventar-se. No entanto, existe uma realidade que me preocupa profundamente.

O fanatismo clubístico tem vindo a substituir a capacidade de contemplação. Mui tos adeptos já não assistem ao futebol para apreciar o talento, mas para confirmar preconceitos. Em vez de celebrarem um grande golo ou um gesto técnico extraordinário, procuram argumentos para desvalorizar quem o protagonizou, apenas porque veste a camisola do clube rival ou da selecção adversária.

É uma forma redutora de olhar para o futebol. Mais grave ainda, é uma forma de desperdiçar mo mentos únicos que dificilmente voltarão a repetir-se. Sempre defendi que apoiar um clube é uma das maiores manifestações de paixão que existem no desporto. A rivalidade faz parte da identidade do futebol, alimenta debates, cria histórias e transforma cada jogo numa experiência emocional.

O problema surge quando essa paixão se transforma em cegueira. Quando o amor pelo nosso clube nos impede de reconhecer o mérito do adversário, deixamos de ser apreciadores do jogo para nos tornarmos prisioneiros do fanatismo. O verdadeiro adepto não perde identidade por reconhecer a qualidade do rival. Pelo contrário, engrandece o espectáculo ao compreender que o futebol é construído precisamente pelo confronto entre grandes talentos. Não existe vitória sem um adversário digno, nem glória sem respeito por quem está do outro lado.

Ao longo da minha vida, aprendi a observar o futebol sem preconceitos. Essa liberdade permite-me elogiar quando há motivos para elogiar e criticar quando há razões para criticar, independentemente do clube ou da selecção representada pelo jogador. A camisola nunca deve ser um escudo para esconder más exibições, nem um obstáculo para reconhecer desempenhos extraordinários. É exactamente isso que acontece com Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Em vez de aproveitarem o privilégio de ver dois génios em simultâneo, muitos preferem transformar a discussão numa guerra permanente. Para alguns, elogiar Messi é diminuir Cristiano. Para outros, reconhecer a grandeza de Cristiano significa desvalorizar Messi. Perdeu-se demasiado tempo em comparações estéreis quando a verdadeira sorte era simplesmente poder assistir aos dois.

Essa mentalidade continua viva na nova geração. Basta um jovem jogador destacar-se para surgirem imediatamente ró tulos, campanhas de desvalorização ou comparações precipitadas. Esquece-se de que cada craque possui características próprias e de que o futebol é suficientemente rico para acolher diferentes estilos de excelência.

Como não admirar a explosão de Mbappé, a inteligência competitiva de Bellingham, a experiência goleadora de Harry Kane, a criatividade quase irreverente de Lamine Yamal, a velocidade e imprevisibilidade de Vinícius Júnior ou a irreverência de Amad Diallo? Cada um oferece algo diferente ao jogo, cada um acrescenta beleza ao espectáculo e nenhum precisa de ser diminuído para que outro seja valorizado. Os jovens adeptos têm hoje acesso a muito mais futebol do que qualquer geração anterior.

Podem acompanhar campeonatos de todos os continentes, analisar estatísticas, rever jogadas em segundos e discutir o jogo em tempo real. Paradoxalmente, essa abundância de informação nem sempre produz maior capacidade de análise. Mui tas opiniões são moldadas por redes sociais, páginas de adeptos ou influenciadores cuja prioridade não é compreender o futebol, mas alimentar rivalidades e gerar polémicas.

O futebol merece mais do que isso. Deve ser observado com curiosidade, espírito crítico e respeito pelo talento. Merece adeptos capazes de aplaudir um grande golo, mesmo quando é marcado pelo adversário, ter comentários equilibra dos, análises honestas e debates sustentados por factos, e não por paixões cegas. A história ensina-nos que os grandes jogadores passam, mas as suas obras permanecem. Daqui a algumas décadas, os golos, os dribles, as assistências e os mo mentos inesquecíveis continuarão gravados na memória colectiva.

O fanatismo, pelo contrário, desaparecerá sem deixar qualquer legado. Por isso, deixemos que o futebol cumpra a sua missão mais nobre: emocionar-nos. Aproveitemos cada exibição destes extraordinários artistas enquanto ainda podemos vê-los em acção. O futebol é demasiado belo para ser aprisionado pelo preconceito clubístico.

Aplaudamos quem merece aplausos, critiquemos quem merece críticas, mas façamo-lo sempre com honestidade intelectual e respeito pelo futebol. Porque, acima de qual quer camisola, de qualquer rivalidade ou de qualquer preferência, está o talento.

Por: Luís Caetano

Relacionados - Publicações

A linguagem universal do futebol

Duas finais consecutivas, um sonho por cumprir

23 de Outubro, 2026
A Competência não basta

Técnicos vs. gestores

23 de Outubro, 2026
Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

23 de Outubro, 2026
Clima e preço do prato: como a seca e as chuvas ditam a inflação alimentar?

Renda, luz, água: como negociar contas e evitar cortes

23 de Outubro, 2026
A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

23 de Outubro, 2026
A juventude tem voz. Mas tem poder de decisão?

A juventude tem voz. Mas tem poder de decisão?

23 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • FIFA sanciona Federação Angolana de Futebol por incumprimento de decisão disciplinar sobre o 1.º de Agosto

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Luanda acolhe formação sobre normatização electrotécnica

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Mais de 92 mil candidatos obtêm nota positiva no concurso público da Saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • MINSA anuncia hoje resultados provisórios do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

A linguagem universal do futebol

Duas finais consecutivas, um sonho por cumprir

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

A Competência não basta

Técnicos vs. gestores

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Clima e preço do prato: como a seca e as chuvas ditam a inflação alimentar?

Renda, luz, água: como negociar contas e evitar cortes

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

A juventude tem voz. Mas tem poder de decisão?

A juventude tem voz. Mas tem poder de decisão?

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Negócio de TPA à frente dos bancos “ganha vida à boleia” da falta de dinheiro e enchentes nos ATM

Negócio de TPA à frente dos bancos “ganha vida à boleia” da falta de dinheiro e enchentes nos ATM

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM