BFA AIMC Bitur BFA SB SB FIB BANCO BAI
Dom, 1 Nov 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Vitória pirrônica: quando a destruição de um inimigo semeador do caos se torna uma catástrofe maior

Jornal OPaísPor Jornal OPaís
4 de Julho, 2025
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 4 mins de leitura
Vitória pirrônica: quando a destruição de um inimigo semeador do caos se torna uma catástrofe maior

O ataque israelitade 7 de junho de 2025 contra as instalações nucleares de Natanz – o mais devastador desde o assassinato de cientistas iranianos em 2020 – marcou a transição de uma “guerra nas sombras” para confronto aberto.

O Irão respondeu com o primeiro ataque directo contra Israel desde a Revolução Islâmica e o bloqueio simbólico do Estreito de Ormuz (afectando 18% do comércio marítimo global).

Em 2025, o Oriente Médio aprendeu da pior forma que algumas ameaças existenciais não têm soluções militares – apenas gerenciamento de crises. O verdadeiro teste agora é saber se Washington e Telavive entenderão isso antes que o depósito de pólvora exploda de vez.

O desejo secreto de certos círculos em Telavive e Washington – uma vitória militar israelita que implodisse o regime iraniano – é compreensível face à ameaça existencial que Teerão representa. Contudo, sonhar com esse desfecho é como desejar um incêndio controlado num depósito de pólvora.

As consequências geopolíticas de um “sucesso” israelita seriam tão profundas e imprevisíveis que o Oriente Médio emergente poderia fazer o actual parecer um oásis de estabilidade. E a ironia trágica deste conflito é que:

1. Se Israel vencer herda um Irão em colapso com armas nucleares à venda no mercado paralelo;

2. Se o Irão vencer legitima o eixo de resistência desde o Iêmen até Gaza;

3. Se ninguém vencer o conflito é congelado com sanções totais, resultando numa crise econômica global. 1. O Fantasma do Caos Regional (e a Ilusão da Ordem): A queda de Teerão desencadearia não uma primavera democrática, mas um inverno de conflitos sectários e disputas de poder.

O “Eixo da Resistência” (Hezbollah, Houthis, milícias iraquianas) não se evaporaria; fragmentar-se-ia em células armadas desesperadas, transformando o Líbano, o Iémen e o Iraque em campos de batalha ainda mais ferozes.

A Síria, já esquelética, ruiria definitivamente. A falsa promessa? Que a Arábia Saudita ou o Egipto preencheriam o vácuo. Riad, engessada pela sua própria transição frágil e pelo fantasma da rivalidade com a Turquia e o Qatar (ansiosos para expandir o islamismo sunita), não teria capacidade – ou legitimidade – para impor ordem.

Israel, após uma vitória táctica monumental, encontraria um ambiente regional mais tóxico e imprevisível do que nunca, com o ódio anti-israelita a atingir novos patamares históricos.

2. Petróleo: A Volatilidade como Nova Normalidade: A ideia de um Irão pós-revolucionário, pró-Ocidente e bombeando 4 milhões de barris/dia para baixar os preços é um conto de fadas perigoso.

A realidade seria: – Pânico Imediato, pois haveria ameaças ao Estreito de Hormuz (mesmo por grupos remanescentes) e sabotagens fariam os preços disparar para níveis estratosféricos, estrangulando economias globais.

– Instabilidade Permanente, uma vez que a transição seria longa e sangrenta. Quem controlaria os campos de petróleo? Governo provisório? Milícias tribais? Grupos separatistas? A incerteza seria o maior prêmio de risco do mercado.

– OPEP em Frangalhos, isto é, s saída do Irão (2º maior reserva da OPEP) destruiria o já frágil equilíbrio OPEP+, entregando às Arábia Saudita um poder temporário que seria um convite à desunião e a traições entre produtores. 3. Rússia e China: Os Grandes Perdedores (Tácticos) e Aventureiros (Estratégicos) Moscovo perderia seu aliado regional mais crucial, pois o canal para contornar sanções estaria bloqueado. O mercado de armas de alto valor e a influência na Síria seriam severamente comprometidos.

Pior: um Irão produtor e estável inundaria o mercado, derrubando preços e minando o já combalido orçamento russo, dependente do petróleo. A “vitória” do Ocidente seria um pesadelo económico para o Kremlin.

Para Pequim, o Irão não é um fornecedor de petróleo (10% das importações); é a pedra angular da Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) no coração da Eurásia. Investimentos de dezenas de milhares de milhões evaporariam e a solução seria tentar realinhar-se apressadamente com a Arábia Saudita e acelerar rotas alternativas (ex.: Corredor China-Paquistão), mas com um custo estratégico imenso e anos de atraso. A humilhação geopolítica seria profunda.

Conclusão: O Preço Proibitivo da Vitória

Sonhar com a queda do regime iraniano por acção militar israelita é subestimar grotescamente a lei dos efeitos colaterais não intencionais. O que emergiria das cinzas não seria um Irão dócil e estável, mas um buraco negro de caos que sugaria toda a região para uma nova espiral de violência sectária, desestabilizaria a economia global através do petróleo e forçaria uma reconfiguração geopolítica traumática para potências como a Rússia e, sobretudo, a China.

A lição do Iraque e da Líbia deveria ser clara: derrubar regimes autoritários em sociedades complexas e fracturadas não abre caminho para a democracia, mas para o inferno.

Israel poderia eliminar um inimigo, apenas para se ver rodeado por um cemitério de Estados falhados e ódios ainda mais radicais. Algumas vitórias são, na verdade, derrotas disfarçadas.

Esta seria a definição de uma Vitória Pirrônica – onde o custo da conquista supera catastróficamente o seu benefício. A região não é um tabuleiro de xadrez onde peças são removidas sem consequências; é um campo minado onde um único passo em falso pode detonar tudo.

Por: ALEXANDRE CHIVALE

Relacionados - Artigos

A Competência não basta

Cuanza-Sul desafia as cadeias de Angola

30 de Outubro, 2026
Actualizar o registo eleitoral é um dever; compreendê-lo é um acto de cidadania

Actualizar o registo eleitoral é um dever; compreendê-lo é um acto de cidadania

30 de Outubro, 2026
Clima e preço do prato: como a seca e as chuvas ditam a inflação alimentar?

Pequenos negócios, grandes desafios: como precificar sem perder clientes

30 de Outubro, 2026
O banco de suplentes

A ilusão de ser importante

30 de Outubro, 2026
É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Haja paciência, FNLA!

30 de Outubro, 2026
O asfalto que une: mobilidade e dignidade no Namibe

O asfalto que une: mobilidade e dignidade no Namibe

29 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • PR de Moçambique visita Rússia com encontro com Putin na agenda

    PR de Moçambique visita Rússia com encontro com Putin na agenda

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Morre empresário angolano Riquinho após complicações de saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Musk acusa forças ucranianas de violar os termos de utilização da Starlink

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Executivo propõe aumento salarial de 10% para a Função Pública em 2027

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Angola conta com 316 gestores de saúde formados pelo programa de MBA

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Artigos

A Competência não basta

Cuanza-Sul desafia as cadeias de Angola

Por Jornal OPaís
30 de Outubro, 2026

...

Actualizar o registo eleitoral é um dever; compreendê-lo é um acto de cidadania

Actualizar o registo eleitoral é um dever; compreendê-lo é um acto de cidadania

Por Jornal OPaís
30 de Outubro, 2026

...

Clima e preço do prato: como a seca e as chuvas ditam a inflação alimentar?

Pequenos negócios, grandes desafios: como precificar sem perder clientes

Por Jornal OPaís
30 de Outubro, 2026

...

O banco de suplentes

A ilusão de ser importante

Por Jornal OPaís
30 de Outubro, 2026

...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Haja paciência, FNLA!

Por Jornal OPaís
30 de Outubro, 2026

...

O asfalto que une: mobilidade e dignidade no Namibe

O asfalto que une: mobilidade e dignidade no Namibe

Por Jornal OPaís
29 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Instituições superiores de formação médica angolanas atrás de certificação de Federação Mundial

Instituições superiores de formação médica angolanas atrás de certificação de Federação Mundial

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.