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OPAÍS

O papel das claques na moralização do desporto

Jornal Opaispor Jornal Opais
21 de Março, 2025
Em Opinião
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As claques têm um papel fundamental no desporto, sendo muitas vezes o “coração” das bancadas, dando cor, emoção e apoio incondicional aos clubes.

O seu entusiasmo e paixão contagiam os jogadores, criam um ambiente vibrante nos estádios e pavilhões, elevando a patamares superiores o espetáculo desportivo.

No entanto, o seu impacto pode ser tanto positivo quanto negativo, dependendo da forma como se comportam e do apoio institucional que recebem.

Os clubes devem, sim, apoiar as suas claques, desde que estas actuem dentro dos princípios do fair play, da ética e do respeito pelo adversário.

Incentivar o apoio organizado, com cânticos, coreografias e celebrações saudáveis, fortalece a cultura clubística e motiva os jogadores dentro das quatro linhas.

No entanto, quando esse apoio ultrapassa os limites e se transforma em violência, intolerância e atitudes anti-desportivas, a claque deixa de ser um factor positivo e passa a ser um problema para o clube e para a modalidade.

É essencial que os clubes tenham uma postura clara: apoio sim, cumplicidade com comportamentos anti-desportivos, nunca! As direcções devem criar mecanismos para educar e sensibilizar os adeptos sobre a importância do respeito e da sã convivência no desporto.

Ao mesmo tempo, devem abster-se de encobrir ou proteger elementos que promovam violência, seja dentro ou fora dos estádios.

A paixão pelo futebol (ou qualquer outra modalidade) não pode ser confundida com ódio ao adversário. O verdadeiro espírito desportivo ensina-nos que se pode apoiar intensamente, vibrar e até sofrer com um jogo, sem nunca ultrapassar a linha do respeito e da dignidade.

Afinal, o desporto é uma festa, e as claques devem ser os animadores, e não os protagonistas de episódios lamentáveis.

 

Por: Luís Caetano

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