A ortografia constitui-se na ferramenta principal de representação da oralidade e sua preservação, desde os tempos remotos, tem sido o garante da valorização, unificação de povos, prestígio internacional e expansão do sistema linguístico a que diz respeito.
Sem a implementação de medi das convencionais de preservação, nenhuma língua natural sobrevive, uma vez que esta se manifesta como um sistema dinâmico, fragmentando-se ao longo do tempo, em função das novas realidades socioculturais e na medida em que se expande em diferentes territórios; a ortografia surge como um elo entre as diversas formas de falar uma determinada língua.
É neste quadro que surgem os acor dos ortográficos, que, segundo Ricardo e Manuel (2009), é um tratado internacional que tem por objectivo criar uma ortografia unificada para uma determina da língua, a ser usada por todos os países que falem essa língua.
No caso da Língua Portuguesa, o início da segunda década do sécu lo XX foi determinante para o rumo da sua ortografia no mundo, pois após a transição do sistema monárquico para a República Portuguesa, em 1910, Portugal começou a manifestar a preocupação de implementar uma reforma na ortografia da sua língua oficial, com a finalidade de, por um lado, tornar a ortografia da Língua Portuguesa mais autónoma, distanciando-a do padrão latino, e por outro, unificar a forma de escrever em Português. É assim que, desde a primeira reforma de 1911 até a de 1990, esses fins têm sido materializados.
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Por: IVANDRO BUILA







