Nossa Seguros BFA SB FIB BANCO BAI
Seg, 12 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Bajulação e culto de personalidade na política angolana

Jornal Opaispor Jornal Opais
14 de Agosto, 2024
Em Opinião

A bajulação é compreendida em sentido pejorativo, já que é empregado como acto de adulação, protagonizado por uma pessoa a outra em gesto de demonstração de algum tipo de afeição. Geralmente, intencional e exagerado com o objectivo de alcançar um certo objectivo.

Nestes casos, é comum observar frases com elogios bastante rebuscados de um funcionário ao seu superior hierárquico com intuito de obter a sua atenção, oportunidade de promoção ou ainda aumento de salário.

A bajulação tem profundas raízes na política angolana e vive de braços dados com o culto de personalidade. A maior parte dos políticos angolanos gosta de receber elogios e reage mal a críticas as suas falhas e fraquezas.

Somos de opinião que, no nosso país, os partidos não se fazem rodear de pessoas autênticas e de pensamento livre, impedindo a produção de pensamento crítico suficiente para assegurar a boa qualidade de políticas públicas.

Talvez seja por isso que o país viva de experiências em experiências. Aliás, em Angola, a bajulação e o culto de personalidade tornamse inimigos penetrantes da competência e da crítica construtiva e responsável pelos inúmeros erros nestes 49 anos de independência.

A classe política, tanto do poder como da oposição, abomina gente que tenha luz própria, que pensa pela própria cabeça, o que tem motivado certos políticos a recorrer a pessoas mais preocupadas em agradar o chefe do que prestar um serviço de qualidade ao país.

O presidente João Lourenço, no sexto Congresso Extraordinário do MPLA, disse – eu cito – “ temos todos consciência que só construiremos um futuro melhor se houver a coragem de realmente corrigir o que esta mal e melhorar o que esta bem.

Os males a corrigir e a combater são a corrupção, o nepotismo, bajulação e a impunidade”, fim de citação. No nosso entendimento, um dos grandes males que corroeu a ética social em Angola foi se ter institucionalizado a cultura de bajulação.

Através desta cultura, o país desandou e as consequências são incalculáveis. Talvez haja uma relação directa entre a vaidade de políticos e o facto de não gostarem de críticas.

O que se reflecte no sistema de nomeação transversalmente instalado em todo o lado, daí haver tendência de que quem nomeia, por dispôr de um poder discricionário, tende a subalternizar instituições e prejudica os interesses da nação. Caros leitores, a bajulação – por si só – é má e nós estamos numa sociedade que vai demonstrando, infelizmente, défice de autenticidade.

As pessoas não são tão verdadeiras. Ou seja, e a título de exemplo, as pessoas manifestam o interesse de conversar com Rafael porque tencionam ser convidadas para isso ou para aquilo. E o que fazem? Vão rasgando o homem de elogios exagerados.

Outrossim, é imperioso que as instituições utilizem técnicas e ferramentas como: 1 – Meritocracia, sistema de avaliação, desempenho por competências; 2 -Criar políticas que retém comportamentos honestos do trabalhador; 3 – Desenvolver acções formativas sobre ética e conduta de ser e estar no trabalho; Só assim se vai melhorar os níveis de competência e valorizar o mérito.

Logo, enquanto persistirem critérios de nomeação que não dão oportunidades iguais e, por conseguinte, seleccionam em função de interesse de quem nomeia – tanto na Administração Pública como nas diferentes formas de preenchimentos de vagas previstos na legislação – a bajulação vai continuar.

É preciso criar um ambiente de oportunidades iguais entre angolanos para promover uma competição salutar em caso de possível indicação para um cargo disponível.

 

Por: MODESTO SILVA

*Jurista

Publicidade

Maís Populares

  • Huambo acolhe acto central das comemorações do 35° aniversário das FAA

    Huambo acolhe acto central das comemorações do 35° aniversário das FAA

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Empreendedora angolana cria plataforma para venda de produtos africanos em Portugal

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Carteira digital do PayPay processa 2,35 milhões de transferências em Setembro

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Unitel Estrelas ao Palco inicia este sábado a fase das eliminatórias

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Cine Teatro Nacional reabre as portas esta Quinta-feira

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

PONTUAL: Pergaminhos da fama

PONTUAL: Pergaminhos da fama

12 de Outubro, 2026
Presidente da República participa no fórum mundial sobre segurança alimentar em Roma

Presidente da República participa no fórum mundial sobre segurança alimentar em Roma

12 de Outubro, 2026
Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

9 de Outubro, 2026
A Competência não basta

O trabalho que não fazemos

9 de Outubro, 2026
A linguagem universal do futebol

O desporto não pode perder a humanidade

9 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Relacionados - Publicações

PONTUAL: Pergaminhos da fama

PONTUAL: Pergaminhos da fama

12 de Outubro, 2026
Presidente da República participa no fórum mundial sobre segurança alimentar em Roma

Presidente da República participa no fórum mundial sobre segurança alimentar em Roma

12 de Outubro, 2026
Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

9 de Outubro, 2026
A Competência não basta

O trabalho que não fazemos

9 de Outubro, 2026
A linguagem universal do futebol

O desporto não pode perder a humanidade

9 de Outubro, 2026
Carregar Mais
Artigo Seguinte
Expo-Huíla perspectiva negócios na ordem dos 200 milhões de kwanzas

PN no Cunene recupera mais de 100 cabeças de gado furtadas

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.