A política nacional vai ganhando novos contornos, com a entrada em cena de novas formações partidárias, enquanto partidos mais antigos se movimentam entre a manutenção e a renovação das suas lideranças.
Um dos casos que mais atenção desperta é o da FNLA, que realizou o seu congresso extraordinário sob um clima de fortes contestações internas. O presidente cessante, Nimi-a-Nsimbi, não reconhece a eleição de Carlito Roberto como novo líder do partido.
Na sua interpretação, os estatutos determinam que o congresso ordinário deve realizar-se apenas este mês, razão pela qual contesta a legitimidade do processo que conduziu à eleição do filho do fundador da organização, Holden Roberto.
Esta Quarta-feira, o dirigente deverá pronunciar-se publicamente sobre o assunto e esclarecer que passos pretende dar perante a eleição do novo presidente.
A FNLA precisa de encontrar caminhos para ultrapassar este impasse, com respeito pelos seus estatutos, pela vontade dos militantes e pela sua própria memória histórica.
Afinal, se a luta pela Independência exigiu união em torno de um objectivo maior, o momento actual exige maturidade política para evitar que as divergências se transformem em desilusão. É hora de união, não de divisão.








