João Katombela, enviado ao Cunene
Angola começa a dar passos firmes rumo à independência produtiva, apesar de continuar a importar determinados bens e serviços. O investimento na produção interna, com destaque para a agricultura, tem contribuído para a redução das importações de alimentos, que diminuíram cerca de 31% entre 2017 e 2025.
A informação foi avançada hoje, no município do Cuanhama, província do Cunene, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, que destacou o crescimento da produção agrícola nacional na campanha agrícola 2025/2026, com um aumento global de 7,1% e uma produção de cerca de 33 milhões de toneladas de alimentos.
Para José de Lima Massano, os resultados alcançados na última campanha agrícola reflectem a consolidação da dinamização do sector agropecuário, que assume um papel cada vez mais relevante na economia nacional, ainda fortemente dependente do sector petrolífero.
“A nível do país, o sector agrícola e pecuário tem vindo a consolidar-se como um dos mais dinâmicos da nossa economia. Os dados provisórios da campanha 2025/2026 apontam para um aumento global da produção de 7,1%. A produção agrícola alcançou perto de 33 milhões de toneladas, essencialmente de culturas destinadas ao consumo interno. Este foi, até aqui, o nosso melhor registo”, afirmou.
Entre os resultados mais expressivos, o governante destacou as raízes e os tubérculos, cuja produção cresceu cerca de 9%, atingindo 17,6 milhões de toneladas. A mandioca representou aproximadamente 14,5 milhões de toneladas, enquanto a produção de frutas registou um crescimento de 7,7%, com um total de 7,8 milhões de toneladas, liderada pela banana, manga e ananás.
Por outro lado, o ministro referiu que o aumento da produção agrícola e pecuária nacional tem contribuído igualmente para reduzir o volume de alimentos adquiridos no mercado internacional, diminuindo a dependência das importações.
“O bom desempenho da actividade agrícola e pecuária também se reflecte na redução do volume de compras de alimentos que fazemos ao exterior. Entre 2017 e 2025, as importações de bens alimentares diminuíram cerca de 31%. Nas bancas das praças e nas prateleiras dos mercados, os produtos nacionais são cada vez mais visíveis e têm vindo a conquistar uma forte presença”, sublinhou.
José de Lima Massano aproveitou a ocasião para reconhecer o contributo dos intervenientes no sector agrícola e pecuário, em particular das mais de três milhões de famílias responsáveis por cerca de 80% da produção alimentar do país.







