FABIANO KLEIN
Angola está a trabalhar para sair da lista cinzenta do GAFI. Parte do caminho que falta percorre-se dentro de cada banco e de cada seguradora, na rapidez com que conseguem mostrar o que já fazem bem.
Angola fez um caminho sério desde que o Grupo de Acção Financeira (GAFI) a colocou sob monitorização reforçada, em Outubro de 2024. O país aprovou leis, reforçou a supervisão e, na actualização de Junho de 2026, o GAFI reconheceu que Angola compreende hoje melhor os seus riscos.
O Governo trabalha com o objectivo de concluir o plano acordado para início de 2027, e a decisão sobre a saída cabe ao GAFI, depois de verificar que as medidas funcionam na prática.
Com o quadro legal em grande parte aprovado, a atenção passa para a forma como as regras funcionam em cada instituição. Veja um exemplo hipotético. Um banco correspondente em Lisboa ou em Joanesburgo pede a um banco angolano a informação completa sobre um cliente empresarial, ou seja, quem são os verdadeiros donos, que movimentos fez, que alertas surgiram e o que se decidiu sobre cada um.
A pergunta é quanto tempo demora a resposta. Se chega numa hora, o parceiro pode ganhar confiança e a análise da operação pode avançar. Se leva três semanas, a operação fica mais cara, mais lenta, ou fica pelo caminho.







