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OPAÍS

É de hoje…Canteiro de obras de Luís Nunes

Jornal OPaíspor Jornal OPaís
6 de Janeiro, 2026
Em Cronica de Dani Costa, Opinião

Sempre foram enormes as expectativas em torno da nomeação de Luís Nunes ao governo de Luanda. Embora tivesse tido uma passagem por Benguela, onde os críticos diziam que tinha sido menos impactante que o brilharete que fez na Huíla, sua terra natal, o que muitos se perguntavam era se estaria talhado para os desafios da capital do país.

A mais povoada província do país, hoje com mais de 10 milhões de habitantes, praticamente um quarto das pessoas existentes em Angola, foi sempre descrita como sendo um cemitério de quadros. Ao longo dos 50 anos de independência, Luanda viu passar por si, enquanto governadores, uma fornalha de quadros, sendo que poucos são de saudosa memória e outros quase que nem se tem noção de que um dia se terão sentado no Palácio da Mutamba.

Com o prestígio trazido da Huíla e – consequentemente – Benguela, o que muitos se questionavam, desde a sua nomeação, era se Luís Nunes faria o mesmo ou melhor do que nas duas circunscrições anteriores. É que Luanda, apesar da boa vontade, está mergulhada em problemas, que vão desde a mobilidade rodoviária, abastecimento de água, reabilitação de estradas, ocupação ilegal de terrenos, venda ambulante e, igualmente, alguns focos de criminalidade.

Distante dos fatos e gravatas, aos poucos, Luís Nunes vai dando o ar da sua graça, mostrando aos cidadãos ser mais um homem de trabalho. Há pouco tempo, dizia, durante uma intervenção, que só poderia prometer o que estivesse ao seu alcance. Há uma semana, através da sua página nas redes sociais, o governante anunciou uma série de obras que deverão alterar a mobilidade a nível da cidade capital, incluindo a sua periferia.

Num ápice, independentemente da crise económica e financeira que o país atravessa, o governador provincial de Luanda apontou o início de construção de infra- estruturas no Morro Bento, Nova Vida, Comissão do Cazenga, Mulenvos, Estrada da Samba, Camama, Sambizanga, Cacuaco e arredores.

Antes deste anúncio, vimos Luís Nunes no início de outras infra-estruturas, algumas das quais são vitais para a mobilidade de áreas extremamente povoadas. Por exemplo, a via que liga a Vila de Viana ao Zango, assim como a movimentadíssima estrada entre o Hoji-ya-Henda e o Kikolo – Cacuaco.

Em pouco tempo, como se soava dizer, Luanda vai sendo transformada, outra vez, num canteiro de obras, cujos resultados, nos próximos tempos, serão sentidos pelos seus habitantes e por aqueles que visitam a própria capital do país. Apesar dos constrangimentos que muitos luandenses vão sentindo neste momento, por conta do encerramento de vias, os anos de 2026 e 2027 serão, com certeza, de alegria para muitos cidadãos.

Como a senhora que, aquando da inauguração da estrada da Suave, que liga a Avenida Luther Rescova e a Estrada Deolinda Rodrigues, disse: ‘apesar do tempo, agora é que estamos mesmo contentes. Trabalharam muito bem, papa’. E não seria de todo justo, independentemente do apoio do Executivo Central, se também não se reconhecesse o papel que joga o timoneiro da província, Luís Nunes. Cuja fama de fazer obras trouxe-a desde os tempos em que estava estacionado nas terras da Chela.

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