BFA AIMC BFA SB SB FIB BANCO BAI
Dom, 25 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Especialista desvaloriza preocupação dos partidos políticos e defende reestruturação do Parlamento com a DPA

João Felicianopor João Feliciano
23 de Fevereiro, 2024
Em Política
0
Tempo de Leitura: 4 mins de leitura
Especialista desvaloriza preocupação dos partidos políticos e defende reestruturação do Parlamento com a DPA

O especialista em Direito Constitucional Albano Pedro desvalorizou a discussão em torno do futuro dos partidos políticos ante a nova divisão político-administrativa (DPA), em discussão na Assembleia Nacional, e referiu estar mais preocupado com a reestruturação do Parlamento à luz do princípio da representatividade que o mesmo órgão deve ter

Em declarações ao jornal OPAÍS, o jurista Albano Pedro, especialista em direito constitucional, referiu que os dois novos círculos eleitorais, a serem ‘paridos’ à luz da nova divisão política e administrativa (DPA), cujas discussões na Assembleia Nacional retomam no final deste mês, não trarão nenhuma mudança se não houver uma revisão pontual da Constituição (CRA).

No entender deste especialista, a maior preocupação deve prender-se com a estruturação do Parlamento à luz da representatividade que o mesmo órgão deve ter. Albano Pedro refere que o sistema parlamentar angolano apresenta dois tipos de representação, nomeadamente a nacional e a provincial.

No entanto, considera que em democracias mais consolidadas cada um destes círculos eleitorais deve constituir uma câmara parlamentar, já que, por via de regra, explica, a Assembleia Nacional é composta pelos círculos provinciais, assim como os senados. “O único exemplo diferente que podemos dar aqui é o da RDC, cujo Parlamento é composto por círculos nacionais”, disse.

O especialista defende a corrente de que o Parlamento angolano deveria estar dividido em duas câmaras, “mas optou-se por fazer as duas representações numa única câmara quando ambas podem ser separadas”. A esse respeito, salientou haver, no país, estudiosos do direito constitucional que defendem que a discussão sobre a representação parlamentar se deveu ao facto de Angola ser um país unitário e não federal (que no último caso teria duas câmaras), sendo este um argumento do qual discorda.

Aliás, explica que a República Democrática do Congo (RDC) é um Estado unitário e que, por conseguinte, é também bicamarário. “Qual é o problema em termos duas câmaras para que a representatividade parlamentar se faça melhor, e até se produza melhor democracia?”, questiona o especialista. Para este jurista, a se introduzir a discussão sobre a reestruturação do sistema parlamentar em Angola, não apenas se vai conseguir equacionar a questão do surgimento das duas novas províncias, mas também proporcionar a oportunidade de o país estar a marchar para uma democracia muito mais madura.

Unidades territoriais

Por outro lado, Albano Pedro explica que a Constituição da República de Angola (CRA) não prevê as unidades territoriais, um elemento que considera de “lacuna constitucional”. Ademais, esclarece, as unidades territoriais representam parte do território nacional e, por conseguinte, integram o sentido da soberania do Estado. Mais do que isto, acrescenta Albano Pedro, garantem a forma do Estado.

“Se dissermos que o nosso Estado é unitário, e não federal, esta unitariedade deveria estar prevista na Constituição de modo a ser salvaguardada”, defendeu. Segundo o jurista, caso esta esteja apenas em lei ordinária, qualquer outra lei pode alterar a forma do Estado e, em termos práticos, estar-se-ia diante de um Estado federal, “enquanto a Constituição o considera de Estado unitário”.

Albano Pedro esclarece, também, que “a certeza de que o Estado é unitário deve estar na Constituição, e isso só pode ocorrer se as províncias e suas unidades territoriais estiverem previstas na CRA”, defende. Outrossim, o constitucionalista considera que o processo de divisão administrativa traz consigo um novo elemento, que tem a ver com a elevação das comunas e distritos urbanos à categoria de municípios.

Para si, este critério de transformação de comunas e distritos em municípios também deve ter previsão constitucional. Isto, porque, a partir do momento em que se dá esta transformação, se deverá saber que unidades vão comportar os mesmos municípios, defende constitucionalista.

“UNITA pouco preocupada com o povo”

Aliás, em entrevista recente a este jornal, o jurista referiu que uma possível revisão constitucional requererá o voto favorável do maior partido na oposição, a UNITA. Todavia, mostrou-se céptico quanto aos reais propósitos deste partido político, que disse não entender as suas reais prioridades.

“Eu não sei quais são as prioridades da UNITA e já fico sem saber se está a lutar pelo povo ou somente para os seus militantes”, disse Albano Pedro, em reacção aos actos da UNITA em torno desta questão. Albano Pedro considera haver muitas opções políticas que deveriam ser tomadas pelo partido do Galo Negro, e que constituem um ganho para o povo, mas que não são tomadas. “Mas aquelas questões que são prioridades para os seus deputados, como é discutir dinheiro, a UNITA está sempre a fazer”, disse.

DPA terá impacto directo nos partidos políticos

Já o especialista em Ciência Política e Relações Internacionais Sérgio Dundão entende que, a partir do momento em que o Poder Legislativo cria círculos eleitorais, impacta automaticamente os partidos políticos que têm que se reorganizar, já que estão obrigados, por lei, a concorrer em todos os círculos. Os partidos políticos, continua, estão obrigados, por lei, a apresentarem candidaturas nestes novos círculos, mas não a ter secretários provinciais.

Segundo o especialista, este facto subentende que, para terem maior elegibilidade nestes novos territórios, os mesmos partidos devem ter representação nestes locais. Outrossim, explica, os partidos são ainda obrigados a terem pouco mais de quinhentas assinaturas nestas novas províncias, para serem aprovadas. “Isto é que resulta da própria lei. Já a forma como os partidos vão organizar-se, se vão ter secretários ou não, a lei é omissa”, afirma, esclarecendo que caberá a cada partido político, tendo em conta a sua capacidade de eleger e garantir representatividade nestes locais

 

Relacionados - Publicações

Teresa Augusto defende mais oportunidades para mulheres no sector energético africano

Teresa Augusto defende mais oportunidades para mulheres no sector energético africano

24 de Outubro, 2026
Declaração de Luanda propõe gestão conjunta da água em África até 2030

Declaração de Luanda propõe gestão conjunta da água em África até 2030

24 de Outubro, 2026
Bienal de Luanda recomenda diplomacia da água para prevenir conflitos em África

Bienal de Luanda recomenda diplomacia da água para prevenir conflitos em África

24 de Outubro, 2026
União Africana defende protecção das infra-estruturas hídricas em zonas de conflito

União Africana defende protecção das infra-estruturas hídricas em zonas de conflito

23 de Outubro, 2026
Esperança da Costa reafirma compromisso do Executivo com o investimento no sector da saúde

Esperança da Costa reafirma compromisso do Executivo com o investimento no sector da saúde

23 de Outubro, 2026
UNITA confronta Ministério da Justiça sobre metas de emissão do BI e transparência eleitoral

UNITA confronta Ministério da Justiça sobre metas de emissão do BI e transparência eleitoral

23 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • FIFA sanciona Federação Angolana de Futebol por incumprimento de decisão disciplinar sobre o 1.º de Agosto

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Luanda acolhe formação sobre normatização electrotécnica

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Mais de 92 mil candidatos obtêm nota positiva no concurso público da Saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • MINSA anuncia hoje resultados provisórios do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

Teresa Augusto defende mais oportunidades para mulheres no sector energético africano

Teresa Augusto defende mais oportunidades para mulheres no sector energético africano

por Onesimo Lufuankenda
24 de Outubro, 2026

...

Declaração de Luanda propõe gestão conjunta da água em África até 2030

Declaração de Luanda propõe gestão conjunta da água em África até 2030

por Onesimo Lufuankenda
24 de Outubro, 2026

...

Bienal de Luanda recomenda diplomacia da água para prevenir conflitos em África

Bienal de Luanda recomenda diplomacia da água para prevenir conflitos em África

por Onesimo Lufuankenda
24 de Outubro, 2026

...

União Africana defende protecção das infra-estruturas hídricas em zonas de conflito

União Africana defende protecção das infra-estruturas hídricas em zonas de conflito

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Esperança da Costa reafirma compromisso do Executivo com o investimento no sector da saúde

Esperança da Costa reafirma compromisso do Executivo com o investimento no sector da saúde

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

UNITA confronta Ministério da Justiça sobre metas de emissão do BI e transparência eleitoral

UNITA confronta Ministério da Justiça sobre metas de emissão do BI e transparência eleitoral

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Três milhões de Kwanzas/mês para merenda visto como insuficiente pelas escolas

Três milhões de Kwanzas/mês para merenda visto como insuficiente pelas escolas

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM