Mais de 90 profissionais de saúde seleccionados para formação especializada no exterior foram acolhidos, esta Segunda-feira, 5 de Outubro, em Luanda, numa cerimónia realizada no Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”.
Ao falar em representação da ministra da Saúde, o secretário de Estado da Saúde Pública, Prof. Doutor Carlos Alberto Pinto de Sousa, exortou os 99 profissionais a regressarem ao país com o compromisso de transformar os conhecimentos adquiridos em soluções para os desafios do Sistema Nacional de Saúde.
O governante considerou a formação uma oportunidade, mas também uma responsabilidade acrescida para os profissionais que vão representar Angola no exterior.
“Isto representa um investimento no futuro da saúde do nosso país e, sobretudo, nas pessoas que estarão na linha da frente para cuidar das nossas famílias e comunidades”, afirmou.
Carlos Alberto Pinto de Sousa destacou particularmente a Medicina Geral e Familiar, considerando-a fundamental para uma abordagem integral do doente, tendo em conta a doença, a família, o contexto social, a prevenção e a promoção da saúde.
“Formar médicos nesta área significa fortalecer a base do nosso sistema de saúde e aproximar os cuidados de qualidade às nossas populações”, sublinhou.
Dirigindo-se aos profissionais que seguem para o Brasil, o secretário de Estado apelou ao aproveitamento máximo da experiência académica e profissional.
“Aproveitem cada aula, cada estágio, cada contacto com os professores, colegas e comunidades”, recomendou.
O governante pediu aos bolseiros que regressem a Angola não apenas com conhecimentos técnicos, mas também com novas formas de pensar, organizar e prestar cuidados de saúde.
“Vocês não partem apenas como estudantes, partem como representantes do nosso país”, afirmou.
Ladeado pelo Coordenador e Gestor Técnico da UIP, Prof. Dr. Job Monteiro, Carlos Alberto Pinto de Sousa salientou que os profissionais devem levar consigo o nome de Angola, a cultura, os valores e o compromisso com o serviço público, mantendo, simultaneamente, uma postura crítica perante os conhecimentos adquiridos no exterior.
“O conhecimento adquirido só terá verdadeiro valor quando puder ser transformado em soluções para os desafios da nossa população”, salientou.
Carlos Alberto Pinto de Sousa lembrou que a missão dos bolseiros não termina com a conclusão da formação. O regresso ao país deverá marcar o início de uma nova responsabilidade: multiplicar os conhecimentos adquiridos e contribuir para a formação das novas gerações de profissionais de saúde.
O Ministério da Saúde espera que os beneficiários possam tornar-se formadores, líderes, investigadores, preceptores e referências profissionais.
“Queremos que regressem com competências fortalecidas, novas ideias e uma visão renovada da medicina”, afirmou.
O secretário de Estado destacou igualmente a importância da cooperação internacional e agradeceu às instituições e parceiros que tornam possível a formação dos profissionais angolanos.
Na mesma ocasião, salientou a importância do domínio da língua inglesa para os profissionais que vão realizar formação na África do Sul, considerando-os futuros porta-vozes de Angola e interlocutores do País na cooperação internacional.
No encerramento, Carlos Alberto Pinto de Sousa desejou aos bolseiros uma boa viagem, uma formação de sucesso e um regresso ao país marcado por novas competências e um compromisso renovado com a saúde das famílias angolanas.







