O director dos Serviços Provinciais do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) de Benguela, Sebastião Custódio, revelou, na Catumbela, à margem do acto provincial de abertura e lançamento da primeira fase do Programa de Estágios Profissionais Remunerados, no âmbito do projecto de emprego e oportunidades para jovens em Angola (Jovem Mais), que o projecto abrangeu 500 jovens desempregados, ressaltando que a acção, de iniciativa do presidencial, que congrega 40 empresas, prevê pagar valores correspondentes ao salário mínimo nacional praticados na função pública.
O director Sebastião Custódio afirmou que, numa primeira fase, estão a ser entregues a mais de 40 empresas um número superior a 500 jovens inscritos, esperançado de que 80 por cento deste número venha, ao fim de três ou seis meses de estágio, a integrar o quadro de pessoal das empresas para as quais são direcionados.
Nas sessões passadas de estágios, em que o programa tinha beneficiado mais de 300 jovens, obteve-se um aproveitamento na ordem de 50 por cento, um número, entretanto, que muito aquém face às projecções, segundo informou Sebastião Custódio.
“Portanto, desta vez, os jovens beneficiaram de uma sessão de formação comportamental e fez com os jovens, antes de irem para os estágios, recebessem um refrescamento para puderem obter mais resultados”, ressaltou.
Responsável informa que, a nível nacional, numa primeira fase, estão lançadas mais de 2 mil vagas, prevendo, para os próximos tempos, que suba para 15 mil, ao lembrar que o projecto é de iniciativa presidencial e visa, essencialmente, retirar milhares de jovens do desemprego.
No quadro do projecto, cada estagiário recebe um valor correspondente ao salário mínimo nacional praticado na função pública, porém Sebastião Custódio avança que os valores variam de acordo com as áreas em que um jovem estiver enquadrado.
“Acreditamos nós que tem sido satisfatório e os jovens têm recebido com maior agrado”, considera, sinalizando que a sua instituição tem trabalhado com todas as empresas que operam no sector económico do país. “Desde lojas clínicas, armazéns, escritórios. Neste momento, nós conseguimos obter mais de 40 empresas que estão disponíveis. Assinámos os contratos simbólicos, porque os outros vamos assinar junto do INEPOP. Então são 40 empresas que aceitaram esse desafio”, revelou.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela







