Missa ou celebração da palavra. É deste modo que arrancou o dia em vários cemitérios de Luanda, num dia de reflexão à memória dos que já não fazem parte do mundo dos vivos. Entre choros, prantos, silêncio e reflexão, os vários cidadãos que acorreram ontem ao Cemitério da Camama foram alimentados pela palavra de conforto e pela mensagem de esperança transmitidas pelos sacerdotes
Durante o sermão no campo-santo em causa, o padre Pascoal Salondove, apresentado como pároco da Paróquia de Santa Catarina de Sena e vigário episcopal da Vigararia de São João Calábria, reforçou a necessidade imperiosa de respeitarmos aqueles que consideramos “entes queridos”. Para o sacerdote, os mortos devem merecer o mesmo respeito que é dedicado aos vivos, primeiro, por permanecerem na memória de quem ficou e, segundo, porque as orações feitas em sua memória representam um gesto de consideração e mantêm viva essa ligação.
Na interpretação e orientação sobre o Evangelho do dia, o padre Basílio, na qualidade de concelebrante, estabeleceu uma ligação lógica e moral entre os textos bíblicos lidos no início da missa, tendo chamado a atenção dos presentes para a devida homenagem que deve ser prestada aos finados, pelo facto de, segundo ele, a morte não constituir o fim. “Rendamos justiça. Não sigamos ingratos para com a morte, pois a mesma não é, como se ousa dizer por aí, um aniquilamento. É um erro acreditar que tudo se perde na obscuridade deste buraco aberto”, disse, referindo- se ao sepulcro.








