A diplomata angolana Josefa Leonel Correia Sacko apresentou, nesta segunda-feira, 12 de Outubro, a sua candidatura ao cargo de directora-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), numa cerimónia realizada na sede da organização, em Roma, Itália, testemunhada pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António.
Endossada pela União Africana, no quadro da estratégia continental para reforçar a presença de África no sistema internacional, a candidatura de Josefa Sacko assenta na visão de um mundo sem fome e na renovação da FAO, com vista a torná-la mais forte, eficiente e ágil, dotando-a de maior capacidade de execução nos países.
A proposta defende que o sucesso da organização seja avaliado pela sua capacidade de implementar acções concretas nos países, e não apenas pela produção de conhecimento, colocando no centro das prioridades o combate à fome e o fortalecimento dos sistemas agro-alimentares.
Seis prioridades estratégicas
A candidatura está estruturada em seis prioridades estratégicas: o Pacto de Renovação da FAO; Países em Primeiro Lugar; o Pacto de Roma para a Fome Zero; a Plataforma Global de Preparação para Investimentos Agro-alimentares; o Empoderamento Económico das Mulheres e dos Jovens; e a Resiliência Climática para Produtores.
As prioridades apresentadas visam orientar a actuação de uma FAO mais eficiente e próxima das necessidades dos países, reforçando a segurança alimentar, o investimento no sector agro-alimentar e a capacidade de resposta dos produtores aos desafios das alterações climáticas.







