O discurso sobre o estado da Nação, proferido ontem, 15 de Outubro, pelo Presidente da República, João Lourenço, dividiu opiniões entre diferentes figuras de destaque da sociedade angolana. Enquanto uns encaram a intervenção como uma peça meramente política, teórica e distante do impacto real no dia-a-dia dos cidadãos, outros saíram em defesa da mensagem presidencial, classificando-a como realista, positiva e abrangente
No plano da política externa, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, enalteceu a condução da diplomacia nacional. Segundo o governante, a «diplomacia presi- dencial» tem funcionado como motor de uma Angola totalmente aberta ao mundo. Para Téte António, a estratégia de diversificação das parcerias internacionais adoptada pelo Chefe de Estado já está a produzir resultados e representa o rumo ideal para o país. Da parte das entidades religiosas, o arcebispo de Luanda, Dom Filomeno Vieira Dias, destacou a mensagem de inclusão do Presidente, ao fazer referência, na sua intervenção, à situação da população carcerária.
Dom Filomeno sublinhou a importância de resgatar a dignidade humana dos reclusos e destacou o compromisso presidencial de que «ninguém fique para trás na construção de Angola», interpretando a frase como um apelo à contribuição colectiva e à reconciliação nacional. “Há uma franja da nossa população que não tem merecido atenção, que é a população penitenciária, os presos.
Muitos pensam que os presos, por serem presos, já perderam a dignidade humana. A intervenção do Presidente da República fala da necessidade de maior atenção à população carcerária. Outra frase do Presi- dente, em que aponta que ‘ninguém fique para trás na construção dessa Angola’, implica que quer construir essa Angola com todos e reconhece a contribuição de todos.








