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É de hoje… A punição do comerciante guineense

Jornal OPaíspor Jornal OPaís
1 de Setembro, 2026
Em Opinião, Política
É de hoje… A punição do comerciante guineense

A busca por investimento estrangeiro é um dos propósitos de qualquer Estado que se preze. Até mesmo os países mais desenvolvidos procuram empresários de outras latitudes que invistam nos seus territórios, porque sabem que, quanto mais dinheiro aportar entre as suas fronteiras para negócios, significará, consequentemente, o aumento de postos de trabalho, renda para os seus cidadãos, desenvolvimento e crescimento económico. Angola tem, nos últimos tempos, batido à porta de inúmeras comunidades em busca de investimentos.

Aliás, a diplomacia económica é um dos cartões-de-visita do Presidente João Lourenço nestes dois mandatos, sendo que, em muitos casos, são verificáveis os resultados, embora se desejasse que muito mais pudesse ter surgido. Para a obtenção de investimentos, promoção de turismo e outras acções mirando a vinda de cidadãos estrangeiros, Angola abriu até as suas portas a investidores de mais de 90 países.

É indiscutível que hoje há mais pessoas interessadas no produto Angola, nas suas oportunidades, nas suas terras e nas condições que o próprio ambiente de negócios colocou à disposição. As vantagens têm colocado Angola nas prioridades de muitos.

Tantos cidadãos de bem, como também aqueles que não olham a meios para que possam fazer negócios, muitos dos quais acabam sempre por merecer a mão pesada das autoridades. Têm sido inúmeras as denúncias de alguns investidores estrangeiros que desrespeitam as regras e outros que acabam, em muitos casos, por maltratar os próprios nacionais.

Em determinados momentos, ficava-se até com a impressão de que parecia não existir medidas adequadas, constantes da legislação angolana. O início desta semana foi marcado com a condenação de um empresário guineense, que mantinha aberta uma casa de pesagem de material ferroso, apesar da proibição existente através de um decreto presidencial.

É sabido que muitos dos bens que acabam nestas casas, que haviam espalhadas um pouco por todo o país, tinham como fonte infra-estruturas públicas vandalizadas pelos próprios cidadãos. Além da condenação — em alguns anos de prisão, convertidos em multa —, o comerciante recebeu uma ordem de expulsão do país por conta da afronta deste.

Muitos destes empresários ou comerciantes estrangeiros funcionam como impulsionadores de práticas não admissíveis em qualquer território, incluindo nos seus países de origem. Mas, por incrível que pareça, em certos momentos, ficava se com a impressão de que fossem impunes. Não se sabe se por conta do compadrio com algumas figuras que pareciam protegê-las, mas a prática reiterada de certos actos acaba por deixar boquiabertos muitos angolanos quando escutam relatos de cidadãos que são molestados, burlados ou até mesmo roubados.

Não obstante o facto de se esperar por investimentos privados, sobretudo os vindos do exterior, não se pode admitir que estes investidores violem as normas existentes no país. E puni-los não pode ser motivo de tristeza nem razão para que se tenha receios. O que se espera é que venham empresários e investidores exemplares, e não aqueles que incentivam a vandalização dos bens públicos.

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