BFA AIMC BFA SB SB FIB BANCO BAI
Ter, 27 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Vale corrigir o português dos outros?

Jornal OpaisPor Jornal Opais
18 de Março, 2024
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 2 mins de leitura
Vale corrigir o português dos outros?

Não é tão simples quanto parece responder à questão acima. Aliás, não é por acaso que não há, entre os académicos, um consenso sobre esse assunto. Há os que negam e os que aceitam, equilibradamente.

Mas, afinal de contas, vale ou não corrigir as pessoas que dizem, por exemplo, “vi ele” e “li amo”? É disso que falaremos a seguir.

A palavra “corrigir” sugere haver duas formas distintas, uma errada e outra certa, que buscam traduzir uma única realidade.

Neste sentido, em relação à fala, muitos entendem que tudo o que se distancia da norma gramatical está errado.

Nada mais, nada menos. E há quem diga isso num tom mais radical, como é o caso de Carlos Drummond de Andrade. Para este célebre escritor, citado por Vaz (1891, pág. 101), “A língua portuguesa está a ser tão maltratada e ofendida, que poderá não existir até ao ano dois mil”.

Oxalá tenha ficado claro que há um grupo de pessoas que não tolera as variações linguísticas, os desvios à norma padrão.

No entanto, a par desse grupo, há outro que defende a ideia segundo a qual a norma gramatical não é a única forma de se falar o português: há outras além dela.

E cada uma é útil num contexto específico de comunicação. Este último grupo também defende que não se pode confundir “variação linguística” com “corrupção linguística”.

O primeiro é cientificamente/ linguisticamente explicável; o segundo não. É uma opinião produzida por um nacionalismo radical. Assim sendo, ninguém fala por mero acaso.

Todos os falantes se servem das regras das suas variantes para expressar ideias, mesmo que tal forma não seja aceite pela gramática.

O que se recomenda é que cada um saiba adequar o seu discurso ao meio em que se encontra, pois a gramática não é a essência de todo o saber idiomático.

Mas muitos dos que defendem que vale “corrigir” a fala alheia são guiados por um nacionalismo radical e tomam tudo à luz do etnocentrismo cultural.

Acham-se senhores de uma língua “pura”, colocando os demais falantes na categoria de “bárbaros”, como faziam os romanos.

As pessoas têm o direito de aprender qualquer que seja a norma, e não é porque falam errado, porém porque isso lhes dará as ferramentas comunicativas necessárias para interagirem em diferentes contextos.

Portanto, se esse for o sentido de “corrigir”, isto é, dar aos falantes mais ferramentas comunicativas, torná-los <<poliglotas>>, ensiná-los, então, sim, pode-se corrigir livremente.

Se, no entanto, esse termo for aplicado no sentido de dar às pessoas a única forma de se falar o português, darlhes a língua “pura”, então, não se deve corrigir a fala dos outros.

 

Por: Famoroso José

Relacionados - Artigos

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Melão de ouro e outros contos

27 de Outubro, 2026
Pontes que unem: o contributo da Ucrânia para a missão de manutenção da paz da ONU – uma história partilhada de compromisso com a paz e de solidariedade entre a Ucrânia e Angola

Pontes que unem: o contributo da Ucrânia para a missão de manutenção da paz da ONU – uma história partilhada de compromisso com a paz e de solidariedade entre a Ucrânia e Angola

26 de Outubro, 2026
Entre professores e alunas: quem mais pratica o assédio sexual nas escolas? A realidade nua e crua no contexto angolano

Memórias do cativeiro I (1992): a marcha pela sobrevivência e a queda da cidade do Uíge

26 de Outubro, 2026
A normalização das roupas indecentes nas instituições privadas: o que é mais importante, a propina do aluno ou a preservação da moral? — quando a escola é apenas um depósito bancário

A normalização das roupas indecentes nas instituições privadas: o que é mais importante, a propina do aluno ou a preservação da moral? — quando a escola é apenas um depósito bancário

26 de Outubro, 2026
PONTUAL: Pergaminhos da fama

A pressa pode custar uma vida

26 de Outubro, 2026
A linguagem universal do futebol

Duas finais consecutivas, um sonho por cumprir

23 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Mais de 92 mil candidatos obtêm nota positiva no concurso público da Saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Trade Business Corporation promove primeiro Fórum Anual do Empreendedorismo, Inovação e Desenvolvimento

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • MINSA anuncia hoje resultados provisórios do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Presidente da República visita exposição de arte na 4.ª edição da Bienal de Luanda

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Artigos

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Melão de ouro e outros contos

Por Dani Costa
27 de Outubro, 2026

...

Pontes que unem: o contributo da Ucrânia para a missão de manutenção da paz da ONU – uma história partilhada de compromisso com a paz e de solidariedade entre a Ucrânia e Angola

Pontes que unem: o contributo da Ucrânia para a missão de manutenção da paz da ONU – uma história partilhada de compromisso com a paz e de solidariedade entre a Ucrânia e Angola

Por Jornal OPaís
26 de Outubro, 2026

...

Entre professores e alunas: quem mais pratica o assédio sexual nas escolas? A realidade nua e crua no contexto angolano

Memórias do cativeiro I (1992): a marcha pela sobrevivência e a queda da cidade do Uíge

Por Jornal OPaís
26 de Outubro, 2026

...

A normalização das roupas indecentes nas instituições privadas: o que é mais importante, a propina do aluno ou a preservação da moral? — quando a escola é apenas um depósito bancário

A normalização das roupas indecentes nas instituições privadas: o que é mais importante, a propina do aluno ou a preservação da moral? — quando a escola é apenas um depósito bancário

Por Jornal OPaís
26 de Outubro, 2026

...

PONTUAL: Pergaminhos da fama

A pressa pode custar uma vida

Por Jorge Fernandes
26 de Outubro, 2026

...

A linguagem universal do futebol

Duas finais consecutivas, um sonho por cumprir

Por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Brasil vai liderar campanha para admissão do Estado palestino na ONU

Brasil vai liderar campanha para admissão do Estado palestino na ONU

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.