Nossa Seguros BFA SB FIB BANCO BAI
Qua, 14 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Um olhar à antroponímia bantu: o caso dos nomes umbas

Jornal Opaispor Jornal Opais
5 de Dezembro, 2023
Em Opinião

Os nomes Umba são muito frequentes na cultura bantu. Enquadram-se num contexto de morte ou saúde. Na verdade, a palavra Umba refere-se a uma doença que actua sobre os órgãos genitais das mulheres, criando borbulhas que dificultam o nascimento causando morte à criança ou as faz nascer moribundas, podendo viver até um certo tempo e depois acabar por morrer.

O nome Umba aparece quando uma família depois de ser vítima várias vezes da doença, consegue finalmente ter um recém que vive mais tempo.

São esses que os familiares com o medo de perderem este rebento lhe colocam um nome feio ou de desprezo de maneira a proteger o filho da morte.

Estes nomes é que são chamados de Umba. Como não cabe na mente do muntu a morte ocorrer a uma pessoa tão jovem como um recém-nascido, então liga-se este facto a pragas.

Assim, acredita-se que há um espírito mau que costuma roubar a vida dos bebés da família e usa-se o nome para despistar a morte.

Há casos que o recém fica sem nome durante um bom tempo, fica-se à espera que o mais novo elemento da família morra como costume, quando estes passam o tempo previsto acabam por ser nomeados mais tarde.

Normalmente, os pais evitam dar muita atenção a estes filhos, demonstrando um sentimento agridoce, isto é, de pessimismo e esperança.

Estes nomes podem ser chamados de várias formas. Há quem os chame nomes de desprezo outros como nomes terapêuticos ( Tchimboto e Ukwahamba:2019). São terapêuticos na medida em que funcionam como cura da doença umba e despistam o espírito da morte que se direccionam ao nascituro.

Na nossa pesquisa,houve ainda quem os chamasse de nomes salvíficos, por exemplo, o colega Couve afirma que na sua aldeia ( Monte Belo – Tchisandji) são encarados como nomes de salvação ou de esperança, já que se pensa que o fingir que os pais nada se importam com o nascituro e, portanto, desprezam-no ajudam a salvar o bebé, pois, os espíritos maus atraem-se por coisas valiosas, e não desprezíveis.

Podem ser tidos como nomes de fingimento. Todas essas posições , na verdade, ajudam a explicar ainda mais o nome umba.

Na nossa pesquisa, encontramos vários nomes Umba perfeitos, ou melhor, aqueles que o sentido aponta mesmo para o sentido de Umba, os unánimes, enquanto que outros são discutíveis , porque podem ser assim tidos como não, porquanto a sua acepção depende fundamentalmente do contexto em que são assim dados.

Abaixo segue a lista dos trinta e cinco (35) nomes umba, alguns certamente passíveis de discussão:

1. Lusati – este nome deriva de « olusati» que significa resto do milheiro, lixo, parte não aproveitável, quando se colhe o milho, aquelas folhas que não têm valor é que são chamadas de lusati. Lusati é, logo, algo desprezível, sem valor, igual a dizer lixo, o que não presta; 2.

Tchikakwala ( bicho feio, largaticha) é nome de um amigo que diz que quando pequeno, era assim chamado, porque os seus pais antes dele tiveram mais filhos, mas morreram.

Largatixa é algo desprezível, quase invisível; o mesmo amigo diz que era também chamado de Kandoti (rato pequeno) e Katchandju (ninho pequeno); 3. Neketela ( terra) para dizer que chegou agora mas já é terra, já se vai.

Este, tal como os outros, será novamente enterrado; 4. Kupita ( passagem ) significa que este recém-nascido veio, mas não para ficar, pois já vai, é apenas um visitante, porque está de passagem; 5.

Ukwakwenda ( vai partir) veio, mas já está de malas feitas para regressar, para ser levada/o pela morte; 6. Sukwakwetche ( nas mãos de Deus) este nome depende do contexto que é dado.

Como umba significa que os pais têm uma certa esperança que viva, apesar de haver também um certo pessimismo.

 

Por. FERNANDO TCHACUPOMBA

Publicidade

Maís Populares

  • Empreendedora angolana cria plataforma para venda de produtos africanos em Portugal

    Empreendedora angolana cria plataforma para venda de produtos africanos em Portugal

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Huambo acolhe acto central das comemorações do 35° aniversário das FAA

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Unitel Estrelas ao Palco inicia este sábado a fase das eliminatórias

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Carteira digital do PayPay processa 2,35 milhões de transferências em Setembro

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Cine Teatro Nacional reabre as portas esta Quinta-feira

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… E se Angola crescer acima do crescimento populacional?

14 de Outubro, 2026
O valor do storytelling na construção da percepção

O valor do storytelling na construção da percepção

13 de Outubro, 2026
Para mim, pode ser apenas arroz de atum

Para mim, pode ser apenas arroz de atum

13 de Outubro, 2026
A música “Mãe Opo Yo” de Florêncio Handanga: memória, ancestralidade e literatura

A música “Mãe Opo Yo” de Florêncio Handanga: memória, ancestralidade e literatura

13 de Outubro, 2026
PONTUAL: Novo ano lectivo, velhos problemas

PONTUAL: Os exemplos deviam atrair

13 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Relacionados - Publicações

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… E se Angola crescer acima do crescimento populacional?

14 de Outubro, 2026
O valor do storytelling na construção da percepção

O valor do storytelling na construção da percepção

13 de Outubro, 2026
Para mim, pode ser apenas arroz de atum

Para mim, pode ser apenas arroz de atum

13 de Outubro, 2026
A música “Mãe Opo Yo” de Florêncio Handanga: memória, ancestralidade e literatura

A música “Mãe Opo Yo” de Florêncio Handanga: memória, ancestralidade e literatura

13 de Outubro, 2026
PONTUAL: Novo ano lectivo, velhos problemas

PONTUAL: Os exemplos deviam atrair

13 de Outubro, 2026
Carregar Mais
Artigo Seguinte
Organização feminina pretende apoiar organizações públicas e privadas no cumprimento da agenda da ONU para as ODS’s

Organização feminina pretende apoiar organizações públicas e privadas no cumprimento da agenda da ONU para as ODS’s

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.