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Catedrático… ou intolerante?

Jornal OPaís por Jornal OPaís
24 de Abril, 2026
Em Opinião

Há episódios que, à primeira vista, parecem apenas mais uma troca de palavras no calor do momento, mas quando olhamos com a devida atenção, percebemos que dizem muito sobre o estado do nosso desporto. O recente confronto verbal entre Marcos Chivinda, treinador de futebol do Nacional de Benguela e Joseckitas de Messias, jovem jornalista da Rádio 5, é um desses casos que merece reflexão, não pela polémica em si, mas pelo que revela.

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Quando um treinador se apresenta como “catedrático” e desqualifica publicamente um jornalista dizendo que “não sabe nada”, não está apenas a responder a uma pergunta, está a estabelecer uma hierarquia perigosa no desporto. O desporto é feito de emoções intensas. Um treinador vive sob pressão constante em resultados, expectativas, críticas e egos no balneário.

Do outro lado, o jornalista carrega uma responsabilidade igualmente exigente como informar, questionar e interpretar. São papéis diferentes, mas não opostos. Não são adversários e não disputam o mesmo campeonato.

O problema começa quando essa relação deixa de ser profissional e passa a ser pessoal. Quando uma pergunta, ainda que incómoda, é recebida como um ataque ou quando a resposta deixa de ser um esclarecimento e passa a ser um confronto. E, pior ainda, quando a autoridade do cargo é usada como escudo para desrespeitar quem apenas cumpre a sua função.

É preciso dizer com clareza, o jornalista tem o dever de perguntar, não é favor nenhum, é a sua missão. Perguntar é, muitas vezes, in comodar e ainda bem. Porque é no incómodo que nascem as explicações, que se desmontam contradições, que se constrói a transparência. Já o treinador tem todo o direito de responder… ou não.

O silêncio, quando escolhido com elegância, também comunica, o que não pode existir é a violência verbal, a arrogância, o desdém disfarçado de autoridade. Há, claro, nuances. O desporto também vive de jogos psicológicos, os chamados “fact drives” aquelas declarações que parecem provocações, fazem parte da estratégia.

Servem para motivar atletas, pressionar adversários e criar certa vantagem competitiva. Até aí, tudo normal, faz parte do teatro competitivo que dá sabor ao jogo. Mas é fundamental não confundir estratégia com falta de respeito. Uma coisa é provocar o adversário dentro do contexto competitivo outra, bem diferente, é desvalorizar o trabalho jornalístico ou atacar quem faz perguntas.

Quando um treinador reage com hostilidade a um jornalista, não está apenas a responder a uma pergunta, está a enviar uma mensagem aos seus atletas, aos adeptos e à sociedade. Está a norma lizar a ideia de que o poder pode falar mais alto do que o respeito e isso, no desporto, é tão perigoso quanto qualquer erro táctico. Por outro lado, o jornalista também precisa de ter consciência do peso das suas palavras.

Perguntar não é provocar gratuitamente, não é buscar o conflito pelo conflito. Há uma linha entre o questionamento legítimo e a tentativa de gerar polémica. O bom jornalismo não precisa de gritar para ser ouvido, precisa de consistência, contexto e muita coragem.

O treinador precisa de compreender que o jornalista não é seu inimigo e o jornalista precisa de reconhecer que o treinador não é um alvo. Ambos fazem parte do mesmo ecossistema, um sem o outro, o desporto perde a sua profundidade.

Talvez o maior desafio esteja na gestão de egos. O microfone pode envaidecer quem pergunta e a posição de liderança pode envaidecer quem responde. E quando dois egos se encontram sem filtros, o diálogo transforma-se em confronto.

Ao contrário, quando há maturidade, o que surge é algo muito mais poderoso, o respeito mútuo. Numa realidade desportiva que luta por credibilidade e verdade, este tipo de relação deve ser considerado o verdadeiro pilar.

Porque a forma como comunicamos também define a forma como o jogo é entendido. E, no fim de tudo, tanto o jornalista quanto o treinador carregam a mesma responsabilidade, honrar o desporto. Não com gritos, nem com confrontos, mas com profissionalismo.

Por: Luís Caetano

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