EMPEMA-ENSA BANCO BAI MINEA SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 20 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

A actividade financeira do Estado sob perspectiva cidadã, social, política e cristã

Jornal Opais por Jornal Opais
7 de Março, 2025
Em Opinião

A actividade financeira do Estado é a espinha dorsal da organização social e econômica de qualquer nação. Em Angola, a gestão dos recursos públicos tem sido conduzida com uma visão estratégica, procurando responder aos desafios do crescimento sustentável, da estabilidade fiscal e do bemestar da população.

Poderão também interessar-lhe...

Carta do leitor: Oposição quer trabalhar com Governo…

É de hoje…Amnista geral, para quê te quero!

Visão estratégica

Num contexto global de incertezas, a capacidade do Estado de assegurar uma administração eficiente dos seus recursos reforça não apenas a soberania nacional, mas também a confiança dos cidadãos e investidores no caminho do desenvolvimento.

A governação financeira não se resume a números e balanços. Ela carrega uma dimensão ética e social que exige prudência, equidade e compromisso com a prosperidade colectiva.

A Bíblia ensina em Provérbios 29:14 que “o rei que julga os pobres com verdade firmará o seu trono para sempre”, um princípio que ressoa profundamente na forma como o Estado conduz a arrecadação e a aplicação dos recursos, sempre orientado para a justiça social e o progresso da nação.

O fortalecimento das finanças públicas tem sido uma prioridade do Executivo, que nos últimos anos implementou reformas para consolidar a estabilidade orçamental e reforçar a transparência na gestão dos fundos do Estado.

A arrecadação fiscal tem sido modernizada, acompanhando as dinâmicas econômicas e promovendo um equilíbrio entre o estímulo ao sector produtivo e a necessidade de financiamento das políticas públicas.

O compromisso do Estado com uma economia mais diversificada tem permitido avanços na estruturação de um modelo financeiro sustentável, mitigando a exposição a choques externos e criando condições para um crescimento mais resiliente.

No entanto, a prudência na gestão da dívida pública, aliada a uma política de investimento criterioso, tem garantido que os projectos estruturantes contribuam para o fortalecimento da economia nacional, sem comprometer a estabilidade fiscal das futuras gerações.

A Constituição da República, no seu artigo 16.º, estabelece que os recursos naturais pertencem ao Estado e devem ser utilizados para o benefício de todos os cidadãos.

A materialização desse princípio tem sido uma das grandes metas da governação, que se traduz na aplicação rigorosa das receitas para o desenvolvimento de infraestruturas, a melhoria dos serviços públicos e o fortalecimento dos mecanismos de redistribuição da riqueza.

A título de exemplo, podemos nos apegar aos vários programas do estado, tal como: 1) Programa Kwenda, que concede transferências monetárias a famílias vulneráveis, promovendo inclusão produtiva e reforço do Cadastro Social Único; 2) Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), que visa melhorar o acesso a serviços básicos e reduzir a pobreza extrema; 3) Plano Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência (PLANIAPED) com foco na promoção da igualdade e a acessibilidade.

O bom funcionamento das instituições é um pilar essencial para qualquer modelo financeiro eficiente, e Angola tem consolidado avanços notáveis nesse sentido.

A modernização dos processos administrativos, aliada à digitalização dos serviços públicos, tem permitido maior transparência na execução orçamental e fortalecido os instrumentos de fiscalização.

Tal nota-se na “Agenda de Transiçao da Administração Pública 2027, aprovada pelo Conselho de Ministros, que visa orientar a transformação digital da administração pública, promovendo eficiência, transparência e acessibilidade aos serviços públicos”.

A gestão dos recursos públicos não é apenas um dever do Estado, mas também um compromisso colectivo, onde a participação activa dos cidadãos e a responsabilização institucional desempenham um papel fundamental.

É inegável que a estrutura financeira do país tem sido ajustada para responder às exigências do desenvolvimento sustentável.

O equilíbrio entre arrecadação e despesa pública reflecte a maturidade do modelo econômico nacional, que busca manter a disciplina fiscal sem descurar o investimento em sectores estratégicos.

O dinamismo da economia global impõe desafios permanentes, mas a solidez das políticas implementadas permite olhar para o futuro com confiança.

A actividade financeira do Estado, mais do que um conceito técnico, representa um pacto de responsabilidade entre o poder público e a sociedade.

A trajectória percorrida demonstra que os alicerces estão bem estruturados, e a continuidade das estratégias adotadas será decisiva para garantir a prosperidade e o fortalecimento da economia nacional.

A justiça financeira e a transparência na gestão dos recursos não são apenas princípios administrativos, mas valores que consolidam a coesão social e a estabilidade do país.

Justiça Social e Distribuição da Riqueza

É um dos pilares fundamentais da actividade financeira do Estado, reflectindo-se na forma como os recursos são distribuídos e aplicados para garantir a equidade e a inclusão.

A distribuição da riqueza não deve ser vista apenas como uma questão econômica, mas como um imperativo moral e ético que fortalece os laços sociais e promove a harmonia colectiva, um princípio que inspira a busca por uma sociedade mais justa, onde os frutos do crescimento econômico sejam compartilhados de forma equitativa.

Em Angola, a política de redistribuição da riqueza tem sido guiada por um compromisso com a igualdade de oportunidades e a redução das assimetrias regionais.

O investimento em infraestruturas básicas, como saúde, educação e saneamento, vai permitindo melhorar as condições de vida das populações mais vulneráveis, garantindo que os benefícios do desenvolvimento alcancem todos os estratos sociais.

A criação de programas sociais direcionados, como subsídios e transferências de renda, tem sido fundamental para mitigar os efeitos da pobreza e promover a inclusão econômica.

A igualdade, no contexto da justiça social, não significa uniformidade, mas sim a garantia de que todos tenham acesso às condições necessárias para desenvolver plenamente o seu potencial.

O Estado tem trabalhado para criar um ambiente onde as oportunidades sejam acessíveis a todos, independentemente da sua origem ou condição social.

Isso inclui a promoção de políticas de emprego, o apoio ao empreendedorismo e o fomento à educação técnica e profissional, que capacitam os cidadãos a participar activamente da economia e a contribuir para o crescimento nacional através de programas sufragados pelo Banco Africano de Desenvolvimento – BDA, onde projectos como projecto crescer (AYEP), financiado pelo BAD e pelo Governo de Angola, destina-se a capacitar mais de 95.000 jovens em competências digitais, técnicas e empresariais, promovendo a inovação e o acesso a financiamento para startups.

Com um orçamento de 124,68 milhões de dólares, será implementado entre 2025 e 2029 em oito províncias estratégicas, impulsionando os sectores da agricultura e dos transportes inteligentes, alinhado ao Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2023- 2027.

Note que o projecto visa não só a criação de emprego, mas também a diversificação da economia e reduzir a dependência do petróleo, fortalecendo o ambiente empresarial.

Com Angola a registar um dos maiores crescimentos populacionais de África, este investimento torna-se crucial para preparar os jovens para um futuro mais sustentável e inclusivo.

A transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos são essenciais para garantir que a riqueza seja distribuída de forma justa e eficiente.

A participação cidadã no acompanhamento das políticas públicas e na fiscalização dos gastos do Estado reforça a confiança nas instituições e assegura que os recursos sejam aplicados em benefício de todos.

A Bíblia, em Miqueias 6:8, lembra-nos que o Senhor exige que pratiquemos a justiça, amemos a misericórdia e andemos humildemente com Deus, princípios que devem guiar tanto a governação como a sociedade.

Em gesto de conclusão, a actividade financeira do Estado é, portanto, um instrumento poderoso para a promoção da justiça social e a construção de uma sociedade mais equitativa e inclusiva.

A distribuição da riqueza e a busca pela igualdade são desafios complexos, mas essenciais para garantir que o desenvolvimento econômico se traduza em benefícios concretos para todos os cidadãos.

A trajetória de Angola demonstra que, com políticas bem estruturadas e um compromisso firme com os princípios da transparência e da responsabilidade, é possível avançar rumo a um futuro mais próspero e justo.

A continuidade das reformas e o fortalecimento das instituições serão decisivos para consolidar os avanços alcançados e garantir que a riqueza nacional seja um instrumento de união e progresso.

A justiça social não é apenas um objectivo, mas um dever que cabe a todos nós, como sociedade, abraçar e defender.

Através da gestão responsável dos recursos e do compromisso com a equidade, Angola continuará a trilhar um caminho de desenvolvimento sustentável, onde todos possam usufruir dos frutos do crescimento e da prosperidade.

 

Por: Afonso Zaya Bongui

Fiscalista e Consultor em Políticas Públicas

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

Carta do leitor: Oposição quer trabalhar com Governo…

por Jornal OPaís
20 de Maio, 2026

Ilustre coordenador do jornal OPAÍS, votos de uma boa Quarta-feira. Fiquei a saber ontem que o Chefe de Estado, João...

Ler maisDetails

É de hoje…Amnista geral, para quê te quero!

por Dani Costa
20 de Maio, 2026

Foi em tempo de paz que o Presidente José Eduardo dos Santos classificara a corrupção como o segundo mal, depois...

Ler maisDetails

Visão estratégica

por Jornal OPaís
20 de Maio, 2026

Visão estratégica N o plano da conectividade, Angola conta com uma visão estratégica emergente. Por isso, os aeroportos regionais devem...

Ler maisDetails

Transição do ensino médio para o mundo universitário: expectativas e desafios

por Jornal OPaís
19 de Maio, 2026

Nenhum processo de transição parece ser, de início, motivo de alegria, mas de dor; a passagem do ensino médio para...

Ler maisDetails

Radiomais em 4 Vozes: Novos Podcasts

Carta do leitor: Oposição quer trabalhar com Governo…

20 de Maio, 2026

É de hoje…Amnista geral, para quê te quero!

20 de Maio, 2026

Visão estratégica

20 de Maio, 2026

IGAE garante fiscalizar gastos em obras emergenciais em Benguela

20 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.