O Presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou que a vitória dos democratas nas eleições intercalares nos EUA traz esperança de reforço do apoio de Washington a Kyiv, destacando a importância de um maior apoio militar e financeiro do Congresso norte-americano
O Presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, disse na Quarta-feira que a vitória dos democratas nas eleições
intercalares nos Estados Unidos traz esperança sobre o reforço do apoio de Washington a Kyiv, Numa entrevista transmitida na noite de Quarta-feira pela emissora pública alemã ZDF, Zelensky, quando questionado sobre as eleições norte-americanas, afirmou que, uma vez que existe equilíbrio de forças nos Estados Unidos, a Ucrânia espera ser mais apoiada.
Zelensky acrescentou que um maior apoio militar e financeiro do Congresso norte-americano pode influenciar a Rússia e levar a possíveis negociações e à possibilidade de paz. A vitória democrata nas eleições intercalares norte-americanas entrega ao partido o controlo do Congresso e deve limitar a ação do Presidente Donald Trump nos últimos dois anos do mandato.
A partir do início de Janeiro, quando os novos eleitos toma rem posse, os democratas po dem vir a definir a agenda legis lativa, condicionar o orçamen to federal, bloquear nomeações presidenciais e lançar investi gações parlamentares sobre o Presidente republicano e mem bros da Administração.
Donald Trump vai continuar a dispor de instrumentos importantes de poder, incluindo o veto e competências próprias do poder executivo. Paralelamente, Volodimir Zelensky anunciou que falou com emissários norte-americanos após o revés sofrido por Donald Trump nas eleições intercalares e antes de vários encontros sobre o conflito na Ucrânia. “Tivemos uma conversa mui to detalhada, de uma hora e meia, com Steve Witkoff e Jared Kushner”, declarou Zelensky.
“Estamos a preparar-nos para um formato trilateral, envolvendo as nossas equipas — Ucrânia, Estados Unidos e Rússia — daqui a menos de uma semana”, em Abu Dhabi, nos dias 10 e 11 de Novembro, acrescentou, reiterando que o país está pronto para tomar as medidas necessárias com vista ao fim do conflito que dura há mais de quatro anos e meio. A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou a ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em Fevereiro de 2022.








