Os homens do campo apontam o excesso de burocracia no acesso ao crédito bancário, a falta de tractores e de outros meios de trabalho como os principais constrangi- mentos à expansão da produção agrícola. Por sua vez, os governos provinciais prometem reforçar o apoio ao sector
A falta de financiamento e o excesso de burocracia no acesso ao crédito bancário continuam a limitar a capacidade produtiva dos camponeses das províncias da Huíla e do Namibe, que reclamam maior apoio das autoridades para aumentar os níveis de produção e contribuir para o reforço da segurança alimentar no país. As preocupações foram apresentadas durante a abertura da campanha agrícola 2026/2027, realizada recentemente, nos municípios de Caluquembe, na província da Huíla, e de Camucuio, no Namibe, com a participação de associações de camponeses, cooperativas e outras instituições ligadas à cadeia produtiva.
Segundo os agricultores, apesar da disponibilidade de terras aráveis e da vontade de trabalhar, a insuficiência de recursos financeiros, sobretudo para a aquisição de equipamentos e outros meios de produção, continua a comprometer a exploração de áreas agrícolas e a expansão das culturas. José Kakweia, presidente de uma cooperativa na localidade de Vila Branca, município de Caluquembe, disse que a organização dispõe de mais de 10 hectares de terra, onde produz milho, feijão, cebola, repolho, tomate e alho. Entretanto, a falta de financiamento impede a exploração de toda a extensão disponível.
“A nossa maior dificuldade é que trabalhamos com tracção animal. Pela dimensão das terras que temos, gostaríamos de possuir um tractor para aumentar a produção. Por isso, temos pouca produção. Seria bom que o Governo olhasse para nós, disponibilizando financiamento para que possamos passar à agricultura mecanizada. Temos terras e força de trabalho, mas não temos condições”, lamentou. O responsável, que lidera 30 associados, acrescentou que a cooperativa se dedica à produção de cereais e hortícolas, contribuindo para a segurança alimentar. Por essa razão, considera fundamental o apoio do Governo na retoma e no reforço dos programas de mecanização agrícola.
POR: João Katombela, na Huíla








