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Angovidro produz mais de 1.900 toneladas de vidro transformado

Jornal Opaispor Jornal Opais
20 de Novembro, 2017
Em Economia

A unidade fabril, inaugurada em finais de 2015, opera actualmente a 40% da sua capacidade instalada, havendo a perspectiva de aumentar a produção até cerca de 90% da mesma, tendo em conta o aumento do volume de negócios registado nos últimos meses

Por: Borges Figueira

Mais de 1.900 toneladas de vidros transformados foram produzidos pela fábrica de corte e tratamento Angovidro, localizada no complexo industrial da Cimianto, município de Cazenga, em Luanda, revelou este Domingo o seu administrador, Fernando Barros.

A unidade fabril da Angovidro tem como actividade principal o corte e transformação de vidro para fachadas, divisórias, tampos de mesa, espelhos, sendo cortado e transformado em vidro laminado, temperado, duplo e, por último, vidro anti-bala.

De acordo com Fernando Barros, a unidade prevê um investimento entre Kz 200 milhões e Kz 250 milhões em 2018, o qual será concretizado após alteração da pauta aduaneira, que visa essencialmente conferir maior previsibilidade à obtenção de divisas para importar matérias-primas, bem como facilitar o acesso à assistência técnica no que respeita aos equipamentos de produção mais complexos.

“Os investimentos previstos visam dar resposta às necessidades crescentes do mercado, relacionadas, sobretudo, com os grandes projectos imobiliários – que, até agora, têm vindo a importar o vidro já transformado, principalmente da Europa. Temos já reunidas todas as condições para transformar o vidro para estes grandes projectos – e estamos já a fazê-lo nalguns casos, mas queremos alargar o leque de opções aos nossos clientes”, adiantou Fernando Barros.

Segundo o administrador da Angovidro, a empresa foi pensada e é gerida como um indústria-âncora nacional de longo prazo, com vista a criar mais emprego estável e de qualidade, contribuindo assim para a diversificação da economia. Por seu turno, o director de produção da fábrica, Marcelo Santos, refere que actualmente a instituição está a trabalhar no processo de certificação com o Comando Geral da polícia nacional, para obter o certificado de produção da gama de vidro anti-bala, a qual se insere no projecto de inovação dos produtos da Angovidro.

“Estamos em fase final de certificação de qualidade dos nossos produtos pela Zango Valasse que é a maior produtora de vidro a nível mundial, o que, após a conclusão do processo de certificação, vai permitir a produção de vidros duplos, com a marca Kimarlite e de vidro temperado, com a marca Suculite”, adiantou. Para Marcelo Santos, estas marcas vão igualmente permitir que as obras de referência que estão a ser feitas em Angola e rondam milhões de dólares, possam ser erguidas com os vidros produzidos pela Angovidro, euma vez que têm qualidade para competir em pé de igualdade com os outros produtos importados de origem europeia. Havendo esta oferta em Angola, o Estado poderá poupar divisas que poderão ser aplicadas noutros sectores da vida económica.

O processo de certificação, já em curso na fábrica desde há cerca de um ano, permitiu a realização de várias auditorias de constatação, que terminarão em Fevereiro de 2018 com a chegada dos últimos auditores da Serodam.

Caso todos os requisitos estejam em conformidade, em meados de Fevereiro a empresa recebe o certificado da Salavam. ‘Para esta gama de vidro que estamos a oferecer ao mercado angolano, temos uma grande aposta na qualidade do produto produzido pela firma Angovidro’, sublinha Marcelo Santos.

Para o director de produção da Angovidro, actualmente a fábrica funciona a 40% da capacidade instalada, com a perspectiva de a curto prazo , em Fevereiro de 2018, aumentar o volume de produção para 80% a 90% da sua capacidade. De acordo com o responsável, o mercado angolano tem duas vertentes muito díspares: um mercado de consumo de alto nível e outro de muita baixa de qualidade, não existindo um mercado intermédio consistente.

Com a certificação, a firma vai fazer um novo investimento, que consiste na ampliação e modernização da unidade fabril, o que irá permitir a criação de novos postos de trabalho directo para nacionais. O investimento será implementado a curto e médio prazo (final de 2018 e principio de 2019).

Actualmente, a fábrica Angovidro possui uma capacidade instalada para trabalhar durante oito horas diárias com vista a produzir cerca de 500 metros de vidro cortado, 350 metros de vidro temperado, 150 metros quadrados de vidro laminado e 250 metros de outra qualidade.

Actualmente existem em África dois fornos de vidros, um dos quais está localizado no norte do continente (Argélia) e outro na África austral (África do Sul).

A matéria-prima da fábrica Angovidro é fornecida pelo grupo AGC, que é um dos maiores fornecedores de vidro a nível mundial.

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