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Peça teatral baseada no livro “Mayombe” de Pepetela volta em cena no Elinga Teatro

Inspirada no livro do escritor angolano Pepetela, a peça teatral “Mayombe” volta a ser exibida no palco do Elinga Teatro, a 15 deste mês, às 19h00, pela Companhia Enigma Teatro, no âmbito do Fest’África que vai decorrer em JunhoInspirada no livro do escritor angolano Pepetela, a peça teatral “Mayombe” volta a ser exibida no palco do Elinga Teatro, a 15 deste mês, às 19h00, pela Companhia Enigma Teatro, no âmbito do Fest’África que vai decorrer em Junho

Antonia Goncalo por Antonia Goncalo
4 de Junho, 2024
Em Cultura, Em Cartaz

A peça, com a adaptação e direcção do encenador Tony Frampénio, estreada pela primeira vez em Julho do ano transacto, narra a estória que acontece no coração da floresta do Mayombe, onde vive Ogun – o Prometeu africano.

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Sem Medo apaixona-se por Ondina, uma mulher de seis caracteres: uma surucucu, que mata o comandante Sem Medo, que é também Ogun.O enredo está voltado para guerras mal-entendidas entre deuses e homens.

Para a referida produção, segundo o também presidente da Associação Angolana de Teatro (AAT), Tony Frampénio, foram necessárias algumas mudanças nas cenas de modo a que, do ponto de vista dramático, pudesse prender a atenção do espectador.

Nesta adaptação, explicou, alguns personagens ganharam o nome dos seus perfis psicológicos, outros adoptaram falas dos espíritos aniquilados neste processo intermodal, justificando, deste modo, as mortes na luta anti-colonial, no coração do Mayombe. “Diferente do romance, aqui no teatro ficou interessante, tecnicamente, contar a história de trás para frente, de modo a induzir o espectador a um estado catártico desde o início até ao final da trama.

Entretanto, manteve-se o grande conflito original – o tribalismo, causa de todas as façanhas imperialistas e de todos os atrasos do desenvolvimento do País. Paralelamente a isso, enfatizou-se a luta entre homens por uma única mulher: uma surucucu, que mata o comandante Sem Medo”, frisou. Frampénio referiu que a repercussão do espectáculo tem sido positiva, já que a obra, não obstante ter sido escrita num contexto diferente do actual, o conflito que Pepetela abordou na altura se verifica hoje nas estruturas sociais.

Pela sua História pertinente, avançou, está a ser reposta pela terceira vez a convite de vários festivais, como no Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda, Elinga; Festival de Teatro Africano, além de já ter passado no Circuito Internacional de Teatro.

“O público que nunca teve contacto com a obra tem agora curiosidade em ler o clássico Mayombe. No formato de teatro, a obra ganha outra dimensão sem perder a essência ideológica do Marxismo-Leninismo nem o conflito central – o Tribalismo.

Porém, dá-se uma outra pincelada estética no romance entre o personagem principal Sem Medo e a Ondina, de modo a causar o efeito sinestésico no espectador.

Conflitos originais preservados

O encenador apontou que, a referida adaptação não descaracterizou o conteúdo da obra, já que os personagens vivem o conflito original do Romance: o Tribalismo, que adiou a luta contra a opressão colonial. Frampénio lembrou que o Tribalismo ainda é um fenómeno na cultura angolana, onde a luta pela opressão colonial metamorfoseou-se num esclavagismo moderno, onde as guerrilhas agora acontecem no meio social, em casa de cada família que luta para colocar o pão à mesa, e há cada vez mais ruptura conjugal.

“Todos estes factos foram encenados na adaptação teatral da obra “Mayombe”. Factos estes denunciados por Pepetela. Quem leu o livro e vê o espectáculo, poderá relacionar as duas poéticas, tanto a de Pepetela como a de Tony Frampénio.

Uma adaptação pode alterar substancialmente um romance, dependendo do contexto e da visão holística de quem faz a adaptação. No nosso caso, o contexto actual não difere muito do passado”, garantiu.

Plano de exibição

Tony Frampénio avançou que não existe um plano para a exibição da peça noutros palcos, uma vez não existir no país leis que incentivem a produção horizontal das actividades artísticas, particularmente o teatro.

Apesar de reconhecer haver sinais de melhoria no capítulo da construção de salas de espectáculos (o centro Cultural Manuel Rui Monteiro, na província do Huambo) e, agora em obras, o Palácio do Teatro e da Música, em Luanda, observa haver ainda um longo caminho a percorrer, caso não se definirem os eixos fundamentais para a educação em Angola.

“As artes devem ter outro tratamento, outro desenho político, outra atenção social para que se cumpra o seu papel interventivo na moralização do cidadão e lúdico espectacular. Só assim, teremos o homem angolano equilibrado e desapaixonado com as façanhas políticas”, asseverou.

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