O Centro de Ciência de Luanda (CCL) está a albergar a exposição “Mosassauro – O Regresso do Monstro Marinho Angolano”, que ficará patente naquele espaço durante um ano. A mostra apresenta ao público uma reconstrução tridimensional em tamanho real de um “prognathodon” com 11 metros de comprimento, a partir da combinação de fósseis encontrados nas terras da Welwitschia mirabilis e nos Países Baixos
A exposição, inaugurada recente mente, foi conduzida pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia e pelo Museu Nacional de História Natural, tutelado pelo Ministério da Cultura. Em declarações ao jornal OPaís, a directora do Museu Nacional de História Natural, Ana Soraia Marques, salientou que o Mosassauro representa um réptil ma rinho gigante do grupo dos lagartos e das cobras, que viveu durante o período dos dinossauros, há 72 milhões de anos.
“Esta é uma investigação científica. Uma parte do esqueleto do Mosassauro foi descoberta aqui em Angola, no Namibe, e outra, nos Países Baixos. As entidades de lá ajudaram com o transpor te, investigação e na impressão em 3D”, disse. No dia da inauguração da exposição que prendeu os olhares de todos os presentes, Ana Soraia Marques referiu, igualmente, que foi realizada uma digitalização dos ossos durante as escavações. As imagens, pros
seguiu, foram trabalhadas no computador, um estudo feito para compreender a anatomia do animal, quando o esqueleto estava composto com todas as partes. Depois de Luanda, daqui a um ano a exposição itinerante será levada à província do Namibe e regressará à capital, quando o Museu de História Natural reabrir, segundo a directora.
Desta forma, a responsável convidou a todos a visitarem-na, para conhecerem os animais impressionantes que viveram no país. O encarregado de negócios da embaixada dos Países Paixos, Paul Ederer reforçou que os ossos foram unidos e replicados no modelo em 3D para serem exibidos em Luanda, salientando que a história entre Angola e os Países Baixos é muito antiga.
Por: Francisca Gonga








