A performance de dança contemporânea realiza-se a 31 de Outubro, na Ilha de Luanda, e pretende promover a inclusão social e combater o preconceito contra pessoas autistas
A Companhia de Dança do Centro de Artes (CE ART), denominada A.D.A., prepara-se para realizar a sua primeira apresentação fora das instalações da instituição, com um espectáculo de dança contemporânea dedicado ao autismo, no próximo Sábado, 31 de Outubro, às 18h00, na Fundação Arte e Cultura, na Ilha de Luanda.
Com a duração de 45 minutos ininterruptos, a performance utiliza o movimento como for ma de expressão e reflexão sobre o autismo, a diferença, a inclusão e a maneira como a sociedade se relaciona com o outro.
Em declarações sobre as expectativas e os objectivos da apresentação, o coordenador artístico da companhia, Jacinto Ventura, explicou que a iniciativa pretende utilizar a dança como instrumento de sensibilização social e promoção do bem-estar.
Segundo o responsável, através da dança contemporânea, a companhia procura consciencializar a sociedade para a importância de acolher crianças autistas e proporcionar-lhes ambientes inclusivos, comba tendo o preconceito e os julga mentos superficiais.
“O autismo não é uma doença, é uma deficiência que pode ser ultrapassada com inclusão social”, afirmou Jacinto Ventura, defendendo uma maior compreensão e aceitação das pessoas autistas.
O espectáculo será composto por 11 coreografias apresentadas de forma contínua, sem interrupções, com o objectivo de assegurar a fluidez narrativa e preservar a intensidade emocional da performance.
De acordo com o coordenador artístico, a realização de uma única sessão prende-se ao eleva do esforço físico exigido aos bailarinos ao longo da apresentação.
A escolha do autismo como tema central permite igualmente abordar outras problemáticas sociais, como o abandono das responsabilidades parentais, o bullying e a exclusão social.
Pa ra Jacinto Ventura, a iniciativa pretende transmitir uma mensagem de compreensão, respeito e amor, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva.
O responsável assegurou que estão reunidas as condições para a realização do espectáculo e manifestou a expectativa de contar com um público numeroso, proveniente não apenas da Ilha de Luanda, mas também de outras zonas da capital, com destaque para pais, encarregados de educação, crianças e profissionais das áreas da educação e da saúde.








