A 4.ª edição da Bienal de Luanda (Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz) arranca hoje, em Luanda, integrando diversas expressões artísticas africanas, bem como a candidatura do Semba como Património Cultural Imaterial da Humanidade
O director Nacional da Cultura, Pedro Chis sanda, disse ontem que a Bienal vai mobilizar mais de 400 artistas angolanos, além de representantes da RDC, dos Camarões, Marro cos e da Guiné Equatorial. Apesar de não ter avançado os nomes dos artistas angolanos durante a apresentação da agenda cultural da Bienal de Luanda, o responsável realçou que, além das actividades directas do fó rum, haverá um roteiro paralelo aberto ao público, com desta que para o Festival “AngoJazz”.
O ponto mais alto da Bienal, fundamentou, será o lançamento da canção ‘Cultura de Paz’, composta pelo maestro Suzy Kaseya, da República Demo crática do Congo. A canção conta com a participação de nomes consagrados da música africana, como Youssou N’Dour, Fally Ipupa e artistas nacionais, como Anabela Aya.
A programação da Bienal inclui ainda dois concertos, sen do um sinfónico de 90 minutos pela Orquestra Kapossoka e outro de encerramento dedicado ao Semba, com vista a reforçar a identidade cultural angolana.
Artes visuais e o tema “Água”
Pedro Chissanda assegurou que o evento contemplará uma exposição colectiva de artes visuais e plásticas que reúne artistas consagrados e estudantes. Com o foco na “Água”, a Bienal concentrar-se-á num debate sobre a sua preservação e utilização, uma temática que, segundo Chissanda, será trans posta para outras formas de ar te. No início, serão realizados espetáculos de dança contemporânea no átrio do Palácio de Convenções, para dar as boas vindas aos participantes.
Para o dirigente, o evento destaca-se pela integração de diversas expressões artísticas africanas e pelo apoio à candidatura do Semba como património mundial.
“É um espaço vital para o diálogo Pan-africano, utilizando a arte e a música, não apenas co mo entretenimento, mas como ferramentas políticas e sociais”, frisou, reiterando que todos os elementos promovem a paz e a salvaguarda do património cultural angolano perante o mundo.








