Nossa Seguros BFA SB Expo_Huambo FIB BANCO BAI STANDARD-BANK
Sáb, 3 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

DOMINGOS DE BARROS NETO: “A Independência não trouxe tudo aquilo que nós sonhamos”

Augusto Nunespor Augusto Nunes
19 de Dezembro, 2025
Em Cultura, Em Cartaz

Domingos Fernandes de Barros Neto é escritor, docente, advogado e empresário, autor de várias obras literárias, sendo a mais recente ‘Angolanidade e História’, que já vai na II edição, recentemente lançada em Luanda. Nesta curta entrevista ao jornal OPAÍS, o escriba observa que as guerras dividiram-nos profundamente e os valores éticos, morais e deontológicos perderam-se. Situação que tanto prejudica não só o relacionamento entre nós, angolanos, como também prejudica o próprio desenvolvimento do país. Barros Neto lamenta o facto de haver uma forte assumpção materialista, que leva ao exibicionismo

A comunidade académica de Luanda e não só acaba de receber a II edição do livro “Angolanidade e História”. Que impacto tem o volume no seio desta comunidade e como está a ser divulgado? Em relação à sua pergunta, tenho a dizer que o lançamento da II edição desta obra surge por necessidade de um maior alargamento, de uma maior amplidão do trabalho junto dos leitores interessados.

Como já deveis saber, esta é uma edição que, no fundo, não muda muito em relação à primeira, porque o conteúdo de base permanece e a temática é também a mesma substância.

O que, de concreto, podemos então encontrar nesta edição?

O que muda, no fundo, nesta edição é o aspecto formal da obra, nomeadamente o arranjo das várias partes, porque na II edição apresentamos quatro capítulos, mais dois em relação ao anterior e, também, as notas vêm imediatamente logo a seguir a cada capítulo. Portanto, há uma maior condensação nesse aspecto, para facilitar também o acompanhamento do leitor. Em relação à sua divulgação, devo confessar que não tive muito tempo para fazer.

Talvez seja por isso que não criou uma maior atenção do público leitor. O tempo foi muito curto, então isso dificultou a divulgação da obra. No dia 28 do mês passado, fizemos o lançamento da obra e, neste espaço, houve concorrência de um número relativamente muito limitado dos interessados.

Mas fiquei surpreendido positivamente, porque, não obstante o número reduzido de participantes, toda a qualidade de intervenção surpreendeu-me bastante. Conseguimos manter um debate empático, muito produtivo, e isso me fez ver que, afinal de contas, o tema tem muito pano para manga, e ainda muita contribuição que pode ser acrescida a este trabalho.

Quando fala da “Angolanidade e História” ao que se refere concretamente?

Portanto, esta obra praticamente está dividida em dois grandes capítulos. Para além dos 4 capítulos mencionados, nós podemos ainda colocá-lo em 2 grandes capítulos, a História, que é o conceito de Angolanidade propriamente dito.

Conforme digo também no livro, a História não é meu campo de acção, não é a minha praia, não é o ramo da minha formação académica. Mas, como ao longo do estudo, ao longo da academia, tive também contacto com alguns pontos da nossa história, então achei conveniente, primeiro, antes de abordar a questão fundamental da obra, que é mesmo a Angolanidade, aflorar também alguns pormenores em relação à nossa história. Portanto, é nesse contexto que faço essa divisão, primeiro, a História Nossa e, depois, então, a Angolanidade.

Essa história abarca períodos históricos que nós conhecemos: a idade pré-colonial, colonial e pós-colonial. Portanto, abarca essas três etapas históricas. Depois, então, a parte principal, que é, precisamente, aquela relacionada com a temática da Angolanidade.

Desta forma, como define o conceito da Angolanidade?

Considero a angolanidade como a força motriz do desenvolvimento que cada angolano pode proporcionar ao país. É o sentimento no âmbito cultural, psicológico, que cada angolano tem para com a Pátria, porque muitas das vezes não é o facto de se ter nascido em Angola que automaticamente todos nós somos angolanos com aquele sentimento, com aquele engajamento que se pretende.

Acho que, para um desenvolvimento eficaz integrado de Angola, é necessário que cada um, cada angolano, se sinta efectivamente angolano, com A maiúsculo. Eu acho que esta temática é importante porque, infelizmente, atravessamos períodos muito sombrios, muito turbulentos de guerra. Isso dividiu os angolanos de uma maneira ou de outra. Muitas vezes, até nem nos apercebemos, mas estamos divididos.

Então, há necessidade urgente de se esbater esse inconveniente que prejudica. Tanto prejudica, não só o relacionamento entre nós, angolanos, como também prejudica o próprio desenvolvimento do país. Enfim, resumindo, traz mais problemas, cria mais dificuldades, trava cada vez mais o desenvolvimento do país do que outra coisa. No fundo, perde-se mais do que se ganha!

Como olha para o conceito Angolanidade actualmente?

Actualmente, este é o ponto fulcral porque, precisamente, se for a ver, a Angolanidade, em um dado período, perdeu aquela consistência própria. Então, há que se rever, há que se recuar, para trazer essa lissa, esta valoração que é o Conceito da Angolanidade, porque, hoje, efectivamente, sobretudo da parte da juventude, nota-se uma avalanche de imposições comportamentais estrangeiras. Seja pelas redes sociais, seja pela informação, televisão, enfim.

São vários canais que contribuem para isso, nota-se. Noto, particularmente, que muita juventude está desorientada. Mas, aqui, muitas das vezes, nós culpamos. Eu tenho ouvido muitas vezes dizer. ‘‘Essa juventude, hoje em dia, não tem juízo, perdeu os valores’’. Mas, então, questiona-se.

Eu, como adulto, quais são os valores que não devo incutir, mas transmitir? Passar à nova geração, aos meus filhos. Qual é o exemplo de caminho, de direção que eu dei aos que convivem já comigo? Vamos ver que nós mesmos, adultos, temos que dar a mão à palmatória e reconhecer que andamos muito distraídos. Isso, para não dizer outra coisa, porque as guerras dividiram-nos totalmente. Então, o aspecto ético, moral, deontológico, perdeu-se.

Então, há uma assunção materialista muito forte, que vai descambar no retornismo puro. As pessoas querem aparecer, mas, mais do que aparecer, querem ter para aparecer. O ser, praticamente, não tem valor. É tudo um artificialismo fora do sério. Isso não constitui a essência da nossa própria personalidade angolana. Nós crescemos na aldeia e, ao chegarmos em algumas cidades como Luanda e outras, levávamos todo o nosso aprendizado.

Lembram-me que, na altura em que vim para aqui, em 1958, havia aquela carga de solidariedade, reciprocidade, a confiança de um pelo outro, a segurança de poder deixar o seu filho ao vizinho, que não era problema, assim como a liberdade deste poder corrigir o filho do outro.

No fundo, são esses valores que temos agora que fazer voltar para dizer à juventude que este é o nosso caminho, temos que percorrer essa vida. Esse é o esforço que me levou também a escrever a Angolanidade.

É um regresso às nossas raízes, à nossa matriz, mas já de uma maneira enriquecida, porque não podemos abraçar tudo o que é do passado. Temos é que saber seleccionar, vai funcionar. No livro, eu realço também esse pormenor.

Leia mais em…

Recomendado Para Si

Maya Zuda leva o livro “Quem Eu Sou?” aos leitores nas Irmãs Paulinas

por Jornal OPaís
29 de Setembro, 2026

A cantora Maya Zuda leva, no dia 01 de Outubro, Quinta-feira, o livro “Quem Eu Sou” ao público leitor, no...

Descendentes de músicos unem-se em defesa do semba com o projecto “Herdeiros Cantam”

por Augusto Nunes
29 de Setembro, 2026

Com o projecto discográfico “Os Herdeiros Cantam”, filhos de lendas da música angolana continuam unidos em defesa do semba, com...

Johnny Ramos leva sucessos da carreira ao público angolano

por Jornal OPaís
27 de Setembro, 2026

O cantor cabo-verdiano Johnny Ramos subiu, neste Sábado, 26, ao palco do Centro de Conferências de Belas (CCB), em Luanda,...

Kanguimbu Ananaz prepara-se para lançar o livro “A Casa e o Botão”

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

A escritora Kaguimbu Ananaz está, neste momento, a preparar-se para fazer o lançamento do livro “A Casa e o Botão”....

Artistas e agentes culturais debatem sobre a actuação das entidades de Gestão Colectiva e dos Direitos de Autor e Conexos

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

Editores, criadores, artistas, agentes culturais, usuários e demais intervenientes do sector reuniram-se esta Quarta-feira, 23, em Seminário, no Auditório do...

Portugueses apresentam pela primeira vez em Angola performance de dança contemporânea “Umbilical – As cordas que comandam a guerra”

por Jornal OPaís
23 de Setembro, 2026

O Centro Cultural Português alberga, pela primeira vez em Luanda, na Quinta-Feira, 24, a performance de dança contemporânea “Umbilical -...

Carregar Mais

Edições Digitais

Mais Populares

    Siga OPAÍS no WhatsApp

    Recomendado Para Si

    Cultura

    Maya Zuda leva o livro “Quem Eu Sou?” aos leitores nas Irmãs Paulinas

    por Jornal OPaís
    29 de Setembro, 2026

    A cantora Maya Zuda leva, no dia 01 de Outubro, Quinta-feira, o livro “Quem Eu Sou” ao público leitor, no...

    Ler maisDetails
    Cultura

    Descendentes de músicos unem-se em defesa do semba com o projecto “Herdeiros Cantam”

    por Augusto Nunes
    29 de Setembro, 2026

    Com o projecto discográfico “Os Herdeiros Cantam”, filhos de lendas da música angolana continuam unidos em defesa do semba, com...

    Ler maisDetails
    Cultura

    Johnny Ramos leva sucessos da carreira ao público angolano

    por Jornal OPaís
    27 de Setembro, 2026

    O cantor cabo-verdiano Johnny Ramos subiu, neste Sábado, 26, ao palco do Centro de Conferências de Belas (CCB), em Luanda,...

    Ler maisDetails
    Cultura

    Kanguimbu Ananaz prepara-se para lançar o livro “A Casa e o Botão”

    por Jornal OPaís
    24 de Setembro, 2026

    A escritora Kaguimbu Ananaz está, neste momento, a preparar-se para fazer o lançamento do livro “A Casa e o Botão”....

    Ler maisDetails
    Cultura

    Artistas e agentes culturais debatem sobre a actuação das entidades de Gestão Colectiva e dos Direitos de Autor e Conexos

    por Jornal OPaís
    24 de Setembro, 2026

    Editores, criadores, artistas, agentes culturais, usuários e demais intervenientes do sector reuniram-se esta Quarta-feira, 23, em Seminário, no Auditório do...

    Ler maisDetails
    Cultura

    Portugueses apresentam pela primeira vez em Angola performance de dança contemporânea “Umbilical – As cordas que comandam a guerra”

    por Jornal OPaís
    23 de Setembro, 2026

    O Centro Cultural Português alberga, pela primeira vez em Luanda, na Quinta-Feira, 24, a performance de dança contemporânea “Umbilical -...

    Ler maisDetails
    Carregar Mais
    Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

    Para Sí

    • Radio Maís
    • Media Nova
    • Negócios Em Exame
    • Chiola
    • Agência Media Nova
    • Contacto

    Categorias

    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    • Cultura
    • Desporto
    • Mundo
    • Publicações
    • Vídeos

    Condições

    • Política de Privacidade
    • Política de Cookies
    • Termos & Condições

    @ Grupo Media Nova | Socijornal

    Sem Resultados
    Ver Todos Resultados
    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    • Cultura
    • Mundo
    • Desporto
    • Mais
      • Publicações
      • Opinião
      • Entrevista
      • Editorial
      • Vídeos
      • Saúde
      • África
      • Ciência e Tecnologia
      • Cronica de Dani Costa
      • Justiça
      • Reportagem

    © 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

    Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.