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Classe teatral chora morte prematura da actriz Helena Palma

Actores, encenadores, dramaturgos, humoristas, familiares e amigos choram a morte prematura de Helena Augusto Palma, conhecida como mãe do humorista Replay na série “A Família do Replay”, aos 49 anos de idade, vítima de doença, ocorrida na madrugada de quarta-feira, 09, em Luanda

Maria Custodia por Maria Custodia
10 de Outubro, 2024
Em Cultura, Em Cartaz

A actriz teve várias participações em séries e novelas produzidas pelas principais cadeias televisivas de Angola, como a prima do Papa Ngulu, na série “Papa Ngulu e Chico Cachico”, a Tia do Momó, na série “No Cubico dos Tuneza”, e na mais recente série

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“A Família do Replay” como a Mãe do Replay e do Paulino, produzida pela TV Zimbo. Em função do programa de entretenimento denominado “A família do Replay, projecto que abraçou recentemente, a também directora artística e encenadora do grupo teatral Moral Viva, Helena Palma, cativou ainda mais a atenção de muitos cidadãos por ter desempenhado o seu personagem com brio e profissionalismo.

Consternado com o passamento físico de Helena Palma, o presidente da Associação Angolana de Teatro (AAT), António Francisco, de nome artístico Tony Frampénio, referiu, em nota de condolências, que a notícia da morte da querida colega e amiga Helena Palma (Mana Lena) lesa, de forma profunda, a classe teatral.

A triste notícia, disse, chega num momento em que estavam a produzir o Nação Teatro, dedicado aos que já partiram do mundo dos vivos. E, deste modo, contra todas as expectativas, serão forçados a incluir o nome da malograda num programa onde traçaram ter esta grande mulher na plateia.

“Queremos neste momento de profunda consternação juntar o nosso abraço fraterno aos familiares, colegas e amigos da nossa amada mana Lena. Reconhecemos que as inúmeras mensagens que vamos lendo mostram bem o carinho que a classe, e não só, ti nha pela malograda. Que a sua alma descansa em paz e que as organizações filiadas possam prestar homenagem durante as suas exibições, fazendo um minuto de silêncio!”, recomenda.

Fonte de inspiração

Marisa Júlio, a encenadora do grupo teatral Amor à Arte, realçou que a malograda representava uma fonte de inspiração no mundo do teatro, pela sua força, resiliência, já que se tratava de uma encenadora de mãos cheias.

A também actriz lamenta o facto de não poder mais contar com o apoio de Helena Palma nos bons e maus momentos. Descreve-a como uma mulher batalhadora, uma grande actriz, encenadora, inspiradora, que a motivou em vários momentos da vida.

“Existem pessoas que muitas vezes, apesar de não terem muito tempo para se estar junto delas, sabem que uma está torcendo pela outra e pode contar com essa pessoa. Saber que já não será possível continuar a manter este contacto porque a outra pessoa não faz parte do mundo dos vivos é uma dor profunda e tremenda.

Oh, Mana Helena, até breve!”, desabafou com lagrimas nos olhos. Também desolada com o ocorrido, a actriz Solange Feijó disse que falar da mana Helena para si tem um grande significado, porque, na altura em que começou a fazer teatro, ela já fazia no Prenda, e aproveitava para visitar, assistir e trocar experiência devido aos anos de trabalho.

“Recebi esta notícia que realmente me deixa muito para baixo. A classe teatral encontra-se verdadeiramente de luto, porque Helena Palma era o teatro”, lamentou, com profunda tristeza. A directora do Festival Infanto-Juvenil Nzoji ya Mona Ndengue lembra que Helena Palma estava focada no projecto de desenvolvimento das crianças na comunidade, onde participou da última edição do nosso festival infantil, em Agosto.

Breve percurso de Helena Palma

A actriz nasceu a 1 de Novembro de 1975, na província de Luanda. Entra para o mundo das artes por intermédio de uma amiga, começando pela dança. Posteriormente, em 1990, é convidada a fazer parte do grupo de teatro Oásis da Angohotel, que mais tarde veio a tornar-se Oásis da Base Área de Luanda.

Em 1997, foi convidada, tendo em conta a sua experiência nas artes cénicas, para fundar e fazer parte como actriz, directora artística e encenadora do grupo teatral Moral Viva, afecto à Paróquia de São Pedro Apostolo, Igreja Católica, no bairro Prenda, onde desempenhou a sua missão com bastante convicção até à sua perda física, para levantar o moral da juventude através do teatro.

A actriz, directora artística e encenadora do grupo teatral, que mais tarde veio a transformar-se em Colectivo de Artes Moral Viva, atendendo a inserção da dança no leque de actividades, encenou obras nas principais salas de espectáculo, nomeadamente no Teatro Avenida, no Cine Teatro Nacional, na LAASP-Ex Liga Africana, no Clube Montana, de igual modo na Help Mundo, no Centro Cultural Dr. António Agostinho Neto, no Auditório Njinga Mbandi, no Salão Multiuso da Rua dos Brasileiros, no Cine Império, no Lobito, província de Benguela, na Discoteca Jabumba, no Cine Sporting da cidade do Sumbe, província do Cuanza-Sul, e no Espaço Vissapa, na cidade de Caxito, Bengo

 

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