_Após 16 anos desde o lançamento da segunda edição, a saga cinematográfica Assaltos em Luanda prepara o regresso aos ecrãs dos angolanos com uma história que mantém a acção e o suspense característicos das produções anteriores, mas introduz novas práticas criminosas, entre as quais o tráfico de combustíveis._
Intitulada Assaltos em Luanda 3 – O Regresso, a terceira edição é realizada por Henriques Narciso Dito e surge também em resposta aos sucessivos pedidos dos espectadores que, ao longo dos anos, manifestaram o desejo de voltar a acompanhar a história.
Em declarações ao Jornal OPAÍS, o realizador explicou que a decisão de retomar a saga foi motivada pelas manifestações dos fãs, tanto nos encontros presenciais como nas redes sociais, onde eram frequentes as perguntas sobre a continuidade do filme.
Para além de corresponder às expectativas do público, Henriques Narciso Dito considera que o regresso representa uma oportunidade de continuar a contribuir para o crescimento da ficção nacional, tendo em conta o impacto que a primeira produção teve no cinema angolano.
Segundo o realizador, Assaltos em Luanda foi uma produção que marcou e influenciou diferentes gerações, ao demonstrar que era possível fazer cinema em Angola e conquistar o próprio público.
Nesta terceira edição, uma das apostas passa pela inovação da linguagem cinematográfica e pela forma de apresentar a narrativa, beneficiando de melhores condições técnicas, embora o realizador reconheça que ainda há aspectos a melhorar.
Apesar das novidades, a produção pretende preservar a essência que caracteriza a saga, mantendo como mensagem central que «o crime não compensa».
Na nova edição, a história vai abordar também novas práticas utilizadas pelos criminosos e o tráfico de combustíveis, um problema que, segundo Henriques Narciso Dito, tem causado grandes prejuízos à economia.
Da farda para as telas: Seixas Visconde estreia-se no cinema angolano
A terceira edição conta também com a participação de Seixas Visconde, que faz a sua estreia no cinema angolano, conciliando a actividade na área da segurança pública com uma nova experiência no universo cinematográfico.
A sua participação representa uma passagem da realidade profissional na Polícia Nacional para a ficção, levando para as telas uma figura feminina ligada à segurança pública.
Em Março do corrente ano, Seixas Visconde tornou-se a primeira mulher na história do país a assumir, interinamente, as funções de porta-voz do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional.
A também secretária do comandante-geral da Polícia Nacional no filme tem como frases de destaque “enquanto o fôlego não abandonar o meu corpo, a derrota será apenas um rumor” e “eu sozinha sou um batalhão”.








