A escassez de investimento na produção cinematográfica e na formação de novos profissionais está entre os principais desafios dos cineastas e realizadores angolanos. Em declarações ao Jornal OPaís, os fazedores da sétima arte clamaram por maior investimento, manifestando o desejo de ver este obstáculo ultrapassado, para melhorar o sector face às exigências da era digital, na abertura do FIC Luanda (Festival Internacional de Cinema de Luanda)
Nos tempos longínquos, ir ao cinema significava sair de casa e partilhar com outras pessoas a expectativa de descobrir uma estória projectada num ecrã grande. Hoje, a experiência cinematográfica ganhou outras hipóteses, pois, com o telemóvel, o acesso à Internet e às novas plataformas digitais, por exemplo, a Netflix, MUBI,
Amozon Prime Video, entre outros, é possível assistir a um filme completo, sem sair de casa. Esta transformação levanta uma questão: até que ponto a facilidade de acesso aos conteúdos digitais altera a relação do público com as salas de cinema e o trabalho de quem produz filmes?
Apesar da expansão das plataformas digitais, alguns profissionais do sector consideram que a experiência de assistir a um filme numa sala de cinema continua a ter características que a distinguem do consumo individual de conteúdos.
Por: Musseque Segunda








