Em entrevista ao jornal OPAÍS, o secretário para os Assuntos Políticos da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), João Roberto Soki, afirmou que, neste momento, não existem alas no seio do partido. O responsável acusou um grupo que considera minoritário, liderado por Ngola Kabangu, antigo dirigente da formação política fundada por Holden Roberto em 1954, de pretender desestabilizar a vida interna da organização. Por essa razão, o também professor universitário considera que o congresso convocado por Ngola Kabangu e pelos seus apoiantes, previsto para hoje, não tem legitimidade para avançar. Segundo João Roberto Soki, à luz dos estatutos do partido, o verdadeiro VI Congresso Ordinário deverá realizar-se no final de Novembro próximo
O país prepara-se para as eleições no próximo ano. A FNLA vive uma crise em que há duas alas para a realização do VI Congresso ordinário. Até que ponto isto pode fragilizar o partido em 2027?
Obrigado pela pergunta. Antes de mais, devemos pontualizar as coisas. Esta expressão talvez seja do passado. Não existem alas. No conflito passado, admitimos que houve alas. Desta vez, não há alas. No passado havia duas direcções distintas: uma, liderada pelo presidente Holden Roberto, depois substituído por Ngola Kabangu, e uma outra direcção, liderada por Lucas Ngonda. Neste momento, só existe uma direcção que saiu do V Congresso, que, em 2021, elegeu o presidente Nimi a Nsimbi. Tudo o resto engaja somente os seus autores e permita que eu chame isto de esquizofrenia de cabeças doentes ou desequilibradas.








