O embaixador de Israel em Angola, Leo Vinovezky, reafirmou esta terça-feira, em Luanda, o compromisso do seu país com a defesa da população israelita e a prevenção de novos ataques, enquanto o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, major Rafael Rosenszajn, defendeu maior divulgação da perspectiva israelita sobre a guerra na Faixa de Gaza
Os dois responsáveis abordaram o conflito no Médio Oriente durante uma iniciativa realizada na capital angolana, na qual procuraram apresentar a posição de Israel sobre os ataques de 7 de Outubro de 2023, as operações militares e as acusações dirigidas às forças israelitas.
Ao intervir no evento, o embaixador Leo Vinovezky afirmou que o ataque de 7 de Outubro marcou profundamente a sociedade israelita, criando uma divisão entre o período anterior e posterior àquela data.
“Existe um antes de 7 de Outubro e um depois de 7 de Outubro”, declarou o diplomata, ao recordar as perdas humanas e o impacto do ataque nas famílias e na sociedade do seu país.
O embaixador destacou igualmente a mobilização de reservistas para as operações militares, referindo que muitos jovens e adultos deixaram os empregos, os estudos e as famílias para integrar as forças de defesa israelitas.
Segundo o diplomata, a determinação do país em impedir a repetição de ataques está associada à necessidade de garantir a segurança nacional. Defendeu, por isso, uma posição firme da comunidade internacional contra o terrorismo, argumentando que a neutralidade perante esses actos não deve ser confundida com diplomacia.
Apesar da firmeza da posição apresentada, Leo Vinovezky afirmou que Israel continua disponível para estabelecer relações de coexistência pacífica com Estados e outros actores comprometidos com a justiça, o progresso e a vida.
Porta-voz contesta informações sobre Gaza
Por sua vez, o major Rafael Rosenszajn defendeu o reforço da comunicação sobre o conflito, considerando necessário esclarecer a opinião pública internacional acerca da posição israelita e responder ao que classificou como desinformação sobre as operações militares.
Apresentado durante a iniciativa como o primeiro porta-voz das Forças de Defesa de Israel a comunicar em língua portuguesa, o oficial explicou que assumiu essa função na sequência dos ataques de Outubro de 2023, quando as autoridades militares consideraram necessário ampliar a comunicação com as comunidades de língua portuguesa.
“Precisamos trazer Israel até às pessoas”, afirmou, ao destacar as entrevistas, palestras e encontros presenciais como meios para divulgar a perspectiva israelita sobre a guerra.
O oficial manifestou satisfação pela deslocação a Angola e destacou o interesse do público angolano pelos acontecimentos no Médio Oriente.
Ao abordar a situação humanitária na Faixa de Gaza, Rosenszajn contestou as acusações de genocídio dirigidas contra Israel e questionou os números de vítimas divulgados pelas autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas, organização considerada terrorista por Israel e por vários países.
O major estimou que cerca de 70 mil pessoas teriam morrido no território durante o período considerado. Desse total, apontou aproximadamente 25 mil combatentes do Hamas e 15 mil mortes por causas naturais, concluindo que cerca de 30 mil vítimas seriam civis.
O porta-voz referiu ainda que aproximadamente uma centena de militares israelitas teria morrido em incidentes de fogo amigo durante a guerra.
As estimativas foram apresentadas pelo representante militar israelita, mas o texto não identifica a data de referência, as fontes utilizadas ou a metodologia que sustenta a classificação das vítimas. Por essa razão, os números não podem ser tratados como dados independentemente confirmados.
Os balanços das vítimas em Gaza divulgados pelas autoridades locais e israelitas são acompanhados pelas Nações Unidas, que assinalam a necessidade de distinguir os números reportados daqueles que foram verificados de forma independente.
A contestação das acusações de genocídio por parte do porta-voz também reflecte a posição israelita. A questão permanece no âmbito de um processo perante o Tribunal Internacional de Justiça, no caso apresentado pela África do Sul contra Israel, não podendo ser considerada juridicamente resolvida com base nas declarações de qualquer das partes.








