A Estrada Nacional 280, no troço Lubango – Matala, voltou a ficar manchada de sangue. Um grave acidente de viação que envolveu 19 pessoas vitimou 14, que morreram no local carbonizadas, e as cinco sobreviventes estão a ser assistidas pelos médicos.
As autoridades policiais apontam como causa presumível do sinistro o excesso de velocidade da viatura de marca Toyota, modelo Hiace. O país perde assim 14 angolanos que muito podiam dar e contribuir para o desenvolvi mento da nossa terra, nos mais variados sectores. Vidas que se perderam de forma inglória e, quiçá, irresponsável. O que causa igualmente estranheza é a lotação da viatura.
19 pessoas num Hiace, mesmo “emagrecendo”, como pedem os cobradores, é ex cessivo e desumano. Bem sabemos que a conjuntura actual é de aperto económico e que é preciso ganhar mais para sustentar as famílias, mas a busca pelo pão deve ser feita com prudência e dentro dos marcos legais. A vida é o bem maior consagrado, tanto nos livros sagrados como na Constituição da República.
E, por isso, deve ser preservada. Embora não conheça a fundo a estrada em causa e a Polícia aponte o excesso de velocidade como causa principal, decerto que existem outros factores, como o mau estado técnico da viatura e o desrespeito pela lotação ou pela sinalização.
A pressa é inimiga da vida. O excesso de velocidade é a principal causa de morte nas nossas estradas. Um Hiace de 15 lugares não pode levar 19, 20, 22 pessoas. Cada passageiro a mais é um risco a mais. O travão, os pneus e a estabilidade não aguentam.






