BFA AIMC BFA SB SB FIB BANCO BAI
Ter, 27 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Políticos e sociedade civil mostram cepticismo quanto aos dois anos de governação da presente legislatura

João FelicianoPor João Feliciano
26 de Agosto, 2024
Em Política
0
Tempo de Leitura: 4 mins de leitura
Políticos e sociedade civil mostram cepticismo quanto aos dois anos de governação da presente legislatura

O segundo mandato do Presidente João Lourenço vai já no seu segundo ano. No último sábado, 24 de Agosto, completaram-se dois anos desde que os angolanos foram às urnas em 2022. Mas o actual cenário político, económico e social do país continua a suscitar acesas críticas por parte dos partidos políticos na oposição e de organizações da sociedade civil, que fazem um balanço negativo e falam de agravamento das condições de vida da população e falta de cumprimento das promessas eleitorais

As figuras ouvidas pela reportagem deste jornal falaram que o país vive actualmente uma crise social e económica, que instalou um panorama completamente desolador.

Como é o caso de Álvaro Daniel Chikwamanga, que foi contundente ao afirmar que, ao contrário das expectativas do povo angolano, o país continua mergulhado numa profunda crise social e económica.

O deputado à Assembleia Nacional e secretário-geral do partido UNITA, referiu que os níveis de pobreza, longe de diminuírem, aumentam diariamente. “Cerca de 9 milhões de angolanos vivem em situação de fome”, alertou Álvaro Chikwamanga, baseando-se em estudos de organizações não-governamentais e do Centro de Investigação da Universidade Católica (CEIC).

O deputado criticou também a gestão da crise nas províncias mais remotas, como são os casos do Cuando Cubango e Cunene, onde, segundo Álvaro Daniel, a falta de infra-estruturas e apoio governamental força os cidadãos a procurarem ajuda nos países vizinhos, muitas vezes renunciando à cidadania angolana.

A situação da educação foi também alvo de duras críticas. Álvaro Daniel Chikwamanga afirmou que cerca de 22% das crianças angolanas estão fora do sistema de ensino, apontando falhas nas políticas gizadas para o sector da educação e na excessiva centralização do poder do Estado.

“Há escolas que se constroem, que se publicitam, mas não resolvem o problema concreto das populações”, afirmou, ressaltando que, em algumas regiões, como no Uíge e Huambo, há um grande número de crianças sem acesso à educação básica.

Avanços na saúde O deputado da UNITA reconheceu os esforços do Executivo, sobretudo no sector da saúde, mas lembrou que o investimento feito está longe de reduzir os problemas de saúde por que passam os angolanos.

Aliás, lembrou que, ao invés de se apostar na construção de grandes unidades sanitárias, como são os hospitais gerais construídos um pouco por vários municípios e províncias do país, é preciso olhar para o sistema primário de saúde.

“Porque muita gente vai encher as filas dos grandes hospitais, às vezes para tratar de um simples paludismo, quando ele tinha de recorrer a uma unidade primária”, criticou.

Mais infra-estruturas

Por seu turno, Rui Malopa, deputado do Partido de Renovação Social (PRS), fez eco às críticas, apontando para a deterioração das vias de acesso e a falta de manutenção das infra-estruturas recentemente construídas.

“Algumas vias, reparadas há pouco tempo, já estão em estado de degradação”, lamentou, sublinhando a ineficácia das políticas públicas. Malopa também citou o aumento do custo de vida, agravado pela subida dos preços dos combustíveis, que pressionou ainda mais a já difícil situação económica dos angolanos.

Para o deputado dos renovadores sociais, a incapacidade do governo em diversificar a economia é uma das principais razões para o contínuo empobrecimento do país.

Rui Malopa criticou aquilo que chamou de “heterodependência” da economia angolana, que continua a se basear na exploração de recursos naturais, muitas vezes controlada por interesses estrangeiros.

“O cidadão angolano é penalizado por explorar de forma artesanal os recursos do país, enquanto estrangeiros extraem e enviam esses recursos para fora, sem fiscalização”, denunciou.

Investimentos e mobilidade Já Serra Bango, da Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD), foi igualmente severo em sua avaliação, especialmente no que toca aos investimentos no sector da saúde e dos transportes.

“Não houve uma verdadeira aposta no sector dos transportes”, disse, minimizando a relevância de projectos recentes e estruturantes, como o Corredor do Lobito, que envolve parceria com os Estados Unidos.

O director-geral da AJPD questionou a real mobilidade proporcionada pelos investimentos, apontando para a precariedade das estradas e a ineficiência dos transportes públicos.

No campo da saúde, Serra Bango criticou a construção de grandes hospitais, que considera serem o “último elo da cadeia”, enquanto o sistema de saúde primária continua a ser negligenciado.

“O investimento devia ter sido também nos recursos humanos e na logística desses hospitais”, afirmou, destacando a falta de medicamentos e de pessoal especializado como grandes falhas do sistema.

Próximos anos

Com três anos restantes na actual legislatura, a oposição e a sociedade civil mostram-se cépticas quanto à possibilidade de uma reviravolta significativa na situação do país.

“O que o governo não conseguiu fazer em 50 anos não vai resolver em três anos”, sentenciou ainda Chikwamanga, reflectindo o pessimismo generalizado. Serra Bango, por sua vez, atribuiu uma nota baixa ao desempenho do Executivo, destacando o elevado número de funerais como um indicador da falência do sistema de saúde.

Para Álvaro Daniel, Rui Malopa e Serra Bango, a falta de confiança nas políticas públicas e a crescente insatisfação popular colocam em xeque a capacidade do Executivo do Presidente João Lourenço em cumprir as promessas eleitorais e melhorar as condições de vida dos angolanos nos próximos anos.

Relacionados - Artigos

Apreendidas nove armas de fogo e detidos mais de cem suspeitos

RDC confirma apoio à candidatura de Josefa Sacko à Direcção-Geral da FAO

27 de Outubro, 2026
João Lourenço viaja amanhã para a Tanzânia para visita de dois dias

João Lourenço viaja amanhã para a Tanzânia para visita de dois dias

27 de Outubro, 2026
Chefe de Estado orienta 11ª Sessão do Conselho de Ministros

Conselho de Ministros aprova uso de tacógrafos nos transportes rodoviários

27 de Outubro, 2026
Angola procura reforçar cooperação económica com a Rússia na cimeira Rússia-África

Angola procura reforçar cooperação económica com a Rússia na cimeira Rússia-África

27 de Outubro, 2026
OGE 2027 prevê receitas e despesas de 37,34 biliões de kwanzas

OGE 2027 prevê receitas e despesas de 37,34 biliões de kwanzas

27 de Outubro, 2026
Apreciado Decreto que aprova Eliminação do Certificado de Habitabilidade para licenciamento da actividade comercial

Apreciado Decreto que aprova Eliminação do Certificado de Habitabilidade para licenciamento da actividade comercial

27 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Mais de 92 mil candidatos obtêm nota positiva no concurso público da Saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Trade Business Corporation promove primeiro Fórum Anual do Empreendedorismo, Inovação e Desenvolvimento

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • MINSA anuncia hoje resultados provisórios do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Especialistas defendem inclusão das comunidades na governação da água

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Artigos

Apreendidas nove armas de fogo e detidos mais de cem suspeitos

RDC confirma apoio à candidatura de Josefa Sacko à Direcção-Geral da FAO

Por Jornal OPaís
27 de Outubro, 2026

...

João Lourenço viaja amanhã para a Tanzânia para visita de dois dias

João Lourenço viaja amanhã para a Tanzânia para visita de dois dias

Por Domingos Bento
27 de Outubro, 2026

...

Chefe de Estado orienta 11ª Sessão do Conselho de Ministros

Conselho de Ministros aprova uso de tacógrafos nos transportes rodoviários

Por Flávio da Costa
27 de Outubro, 2026

...

Angola procura reforçar cooperação económica com a Rússia na cimeira Rússia-África

Angola procura reforçar cooperação económica com a Rússia na cimeira Rússia-África

Por Jornal OPaís
27 de Outubro, 2026

...

OGE 2027 prevê receitas e despesas de 37,34 biliões de kwanzas

OGE 2027 prevê receitas e despesas de 37,34 biliões de kwanzas

Por Flávio da Costa
27 de Outubro, 2026

...

Apreciado Decreto que aprova Eliminação do Certificado de Habitabilidade para licenciamento da actividade comercial

Apreciado Decreto que aprova Eliminação do Certificado de Habitabilidade para licenciamento da actividade comercial

Por Flávio da Costa
27 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Editorial:Polícia Nacional

Editorial:Polícia Nacional

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.