O jornalista do OPAÍS venceu na categoria de Imprensa com uma reportagem sobre conflitos familiares na partilha de heranças e as dificuldades de viúvas e órfãos na defesa dos seus direitos
O jornalista João Katombela, do jornal OPAÍS, conquistou, na noite de terça-feira, 27 de Outubro, o Prémio Provincial de Jornalismo da Huíla 2026, na categoria de Imprensa, tornando-se vencedor da distinção pela terceira vez, depois de ter sido premiado em 2019 e 2025.
A distinção foi atribuída pela reportagem intitulada “Falta de cultura testamentária e partilha de herança: um problema que destrói famílias na Huíla”, que aborda os conflitos decorrentes da divisão de bens após a morte de um familiar, com particular incidência sobre as dificuldades enfrentadas por viúvas e órfãos na defesa dos seus direitos.
O trabalho evidencia como a ausência de testamentos, associada à insuficiente cultura jurídica e ao desconhecimento dos direitos sucessórios, pode agravar as disputas familiares, levando alguns casos aos tribunais e colocando os herdeiros em situação de vulnerabilidade. A reportagem destaca igualmente a importância da intervenção das autoridades na resolução destes conflitos e na protecção dos direitos dos legítimos herdeiros.
No final da gala, João Katombela manifestou satisfação pelo reconhecimento do seu trabalho e defendeu uma intervenção mais efectiva das autoridades, com vista a evitar que famílias sejam prejudicadas durante os processos de partilha de heranças. O jornalista reafirmou, igualmente, o compromisso de continuar a exercer a profissão com rigor e sentido de responsabilidade.
A edição de 2026 do Prémio Provincial de Jornalismo da Huíla distinguiu também profissionais nas categorias de Televisão, Rádio, Fotojornalismo e Jornalista Revelação








