A farmácia do Centro de Saúde de Referência da Centralidade do Kilamba, segundo alguns utentes, recebe fármacos e materiais gastáveis com alguma frequência, o que não escapa do olhar atento dos pacientes e familiares que frequentam a referida unidade sanitária. Todavia, os mesmos dizem não entender a razão de as receitas nunca serem atendidas na plenitude, por alegadamente nunca haver stock disponível
Para muitos cidadãos que acorrem às unidades hospitalares públicas, a questão financeira é, sem sombra de dúvida, a principal razão que os leva a procurar esses serviços e a enfrentar os constrangimentos e, por vezes, a “humilhação” que ali se vive. A falta de recursos financeiros para recorrer às unidades de saúde privadas e usufruir de serviços mais humanizados e menos demorados faz com que milhares de cidadãos encham os hospi- tais públicos em busca de serviços de saúde gratuitos, incluindo assistência médica e medicamentosa.
Todavia, estes serviços nem sempre são prestados na sua ple- nitude. Em alguns casos, por falta de meios ou equipamentos su- ficientes e, noutros, por razões de “má gestão” por parte dos profis- sionais que dirigem as referidas unidades hospitalares. Esta última situação é apontada pelos utentes como uma das pos- síveis razões para que o Centro de Saúde de Referência da Centra- lidade do Kilamba quase nunca disponibilize a medicação com- pleta aos pacientes, mesmo quan- do estes apresentam receitas mé- dicas passadas pelos profissionais da própria unidade hospitalar.
Perante as constantes denúncias de alguns moradores da Cen- tralidade do Kilamba e de utentes do mesmo estabelecimento de saúde, localizado na urbanização com o mesmo nome, no mu- nicípio do Kilamba, em Luanda, a equipa de reportagem do OPAÍS deslocou-se à secção de farmácia, onde constatou rapidamente a insatisfação dos pacientes e de alguns dos seus familiares, depois de saírem da janela que serve de ponto de ligação entre o técnico farmacêutico que entrega os medicamentos e o utente que os recebe. “Aqui é mesmo assim, nunca dão os remédios completos.







